Cuiabá, 09 de Outubro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
09 de Outubro de 2026

01 de Maio de 2014, 08h:12 - A | A

POLÍTICA / COMPRA DE MINERADORA

Mendes, juiz trabalhista e mais dois viram réus em ação de improbidade movida pelo MPF

A conclusão da investigação conduzida pelo Ministério Público Federal é que o leilão para a venda desnecessária de todo capital da Mineradora Salomão foi, do início ao fim, conduzida de forma irregular para beneficiar desde o juiz trabalhista Luiz Aparec

RepórterMT

Mendes: alvo de ação do Ministério Público Federal

Mendes: alvo de ação do Ministério Público Federal

DA REDAÇÃO



O prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), o juiz trabalhista,José Aparecido Ferreira Torres, o empresário Valdinei Mauro de Souza, sócio de Mendes, e a filha Jéssica Cristina de Souza, o corretor José Faria de Oliveira, e a empresa Maney Mineração Casa de Pedra Ltda são réus na ação civil pública por improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Federal por envolvimento em um esquema irregular para a compra de uma mineradora que teve suas jazidas de ouro em Mato Grosso avaliadas em R$ 273 milhões.

A conclusão da investigação conduzida pelo Ministério Público Federal é que o leilão para a venda desnecessária de todo capital da Mineradora Salomão foi, do início ao fim, conduzida de forma irregular para beneficiar desde o juiz trabalhista Luiz Aparecido Ferreira Torres, que determinou a venda da mineradora para o pagamento de indenizações trabalhistas; passando pelo corretor de imóveis que não intermediou a venda da mineradora, mas ganhou comissão de R$ 20 mil; até os compradores: a empresa Maney Mineradora Casa de Pedra e seus proprietários, Mauro Mendes, Valdinei Mauro de Souza e a filha dele Jéssica Cristina de Souza. Todas as cinco pessoas envolvidas e a empresa foram beneficiadas pelo esquema.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

As primeiras irregularidades aconteceram em agosto de 2011, quando o juiz José Aparecido Ferreira Torres determinou a penhora de bens e, posteriormente, o leilão da Mineradora Salomão para levantar dinheiro para o pagamento de débitos trabalhistas no valor de R$ 550 mil a uma ex-funcionária.

O edital de leilão da Mineradora Salomão previa que a empresa não seria vendida por menos de 70% do valor total, estimado arbitrariamente e intencionalmente pelo juiz no valor de R$ 4 milhões, sendo que as certidões emitidas pela Junta Comercial (Jucemat) tinha um capital avaliado em R$ 25 milhões.

As empresas Bimetal Participações Ltda e a IDEEP Desenvolvimento de Projetos Ltda deram lance, mas a mineradora foi vencida por R$ 2,8 milhões a Jéssica Cristina de Souza, que, por ser filha e herdeira de um dos sócios da Mineradora Salomão, Valdinei Mauro de Souza, tinha preferência na compra, conforme prevê o Código de Processo Civil, em seu artigo 658-A.

A venda da mineradora foi adjudicada (última etapa de um leilão, em que se declara o vencedor) para Jéssica, mediante a apresentação de documentos sem autenticação, sem assinatura dos demais sócios da Mineradora Salomão, que comprovariam que o pai dela havia comprador cotas da mineradora, fazendo dela a compradora preferencial.

Os R$ 2,8 milhões recebidos com o leilão da Mineradora Salomão foram usados para quitar débitos trabalhistas da empresa e para o pagamento de R$ 185 mil ao corretor de imóveis chamado pelo juiz para intermediar a venda.

Depois de ter o controle total da Minérios Salomão, Jéssica alterou o nome da empresa para Maney Mineração Casa de Pedra. E 180 dias após a compra, vendeu 98% das cotas da mineradora para a empresa cujos proprietários são o pai dela, Valdinei Mauro de Souza e o empresário Mauro Mendes.

Segundo declarações do corretor José Faria de Oliveira, ele foi chamado pelo juiz para vender a mineradora no leilão, mas depois foi avisado que os seus serviços não seriam mais necessários porque a venda estava concluída.

Mesmo assim, José Faria recebeu R$ 185 mil e foi orientado pelo juiz a transferir R$95 mil para a construtora que o magistrado havia comprado dois imóveis, entregar outros R$ 70 mil em dinheiro ao pai dele e que ficasse R$ 20 mil como pagamento da comissão. 

No mês de abril o RepórterMT publicou certidão expedida em 11 de março pela Coordenadoria de Apoio à Execução e Solução de Conflitos, que atesta que o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), não figura como parte autora ou como réu nos processos 00500-70.2013.5.23.0005 e 0102.2007.005.23.0006 que tratam de suposta fraude em compra da mineradora "Minérios Salomão LTDA". O documento assinado por Twigy Tércia Monteiro Queiroz Borges atesta ainda que, Mauro Mendes, em nome da empresa Bimetal apresentou em 18 de agosto de 2011, proposta de compra, conforme os autos do processo 00102.2007.005.23.0006, para compra de cotas da empresa, totalizando o valor de R$ 2,2 milhões. O leilão, porém, foi anulado.

Leia mais: 

Certidão do TRT atesta que Mendes não é réu em processo de fraude com Mineradora 

CNJ manda TRT-MT apurar atuação do juiz Brescovici no processo de suposta fraude em leilão

Veja a certidão

RepórterMT

certidão do mauro trt

 




 

 

Comente esta notícia

Maria Auxiliadora C. de Souza 02/05/2014

Alguém acredita na cantilena do mauro mendes???? Já nao era sem tempo a inclusão dele no rol de denunciados!

positivo
0
negativo
0

1 comentários