ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
A corrida pelo comando da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) no biênio que começa em 2027 já movimenta o Parlamento. O atual presidente da Casa e deputado estadual reeleito como o mais votado do estado, com expressivos 86.934 votos, Max Russi (Podemos), confirmou hoje (7) que colocará seu nome à disposição para disputar a recondução ao cargo de chefe do Legislativo.
O Podemos assegurou a hegemonia na futura composição da Casa ao formar a maior bancada, emplacando seis cadeiras entre os 24 deputados eleitos. Além do próprio Max Russi, o partido contará com Ulysses Moraes, Beto Dois a Um, Alessandra Ferreira, Fabinho Tardin e Adelcino Lopo.
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Logo atrás, o PL e o Republicanos consolidaram quatro parlamentares cada, seguidos pelo MDB (três), União Brasil, PT e PSDB (dois assentos cada) e o PSD, que terá um representante. Ao todo, a nova legislatura contará com 18 parlamentares reeleitos e seis estreantes.
A disputa pela presidência, no entanto, está no radar de outros deputados eleitos. Diego Guimarães (Republicanos), que também obteve votação expressiva de 40.482 votos, sagrando-se o mais votado de sua sigla, destacou que o partido cresceu e que abriga a base do governador reeleito Otaviano Pivetta e, por isso, pleiteará posições de destaque na Mesa Diretora e nas comissões estratégicas da Casa.
"O Republicanos não só quer como merece esse espaço, principalmente aqui dentro da casa. É a segunda maior bancada, é o partido do governador [...] O partido vai pleitear todos os espaços aqui dentro, seja na Mesa Diretora, seja nas comissões e dentro do governo", disse Diego Guimarães.
Na mesma linha, o PL, que também formou uma das maiores bancadas da Casa com quatro parlamentares eleitos (Gilberto Cattani, Samantha do Abilio, Faissal Calil e Alcino Barcelos), externou o interesse em ocupar posições de relevância na Mesa Diretora. O deputado Faissal Calil (PL) avaliou que a legenda tem musculatura política suficiente para reivindicar espaço na direção do Parlamento, apontando a primeira-secretaria como uma alternativa viável.
"O PL eu acho que é a segunda maior bancada aqui, ficou atrás só do Podemos. Eu acho que o PL vem muito forte [...] Eu quero galgar novas experiências e eu pretendo estar na mesa nessa próxima gestão. A secretaria eu acho que cabe para nós", declarou Faissal.
Questionado sobre as movimentações e postulações de concorrentes das demais siglas, Max Russi adotou tom de naturalidade, ressaltando que a dinâmica de articulação nos bastidores é salutar e inerente ao jogo democrático, cabendo ao plenário decidir o desfecho pelo crivo da maioria.
"Eu vou colocar o meu nome. Nós temos seis deputados, pertencemos à maior bancada, acho que é legítimo isso. E se os deputados entenderam que eu fiz um bom mandato, que eu tenho condições de continuar, eu tenho certeza que eu serei eleito", afirmou Russi.









