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07 de Outubro de 2026

07 de Outubro de 2026, 18h:00 - A | A

ENTREVISTA / CICATRIZES INVISÍVEIS

Psicólogo: A dor que você não enfrenta acaba controlando sua vida

Afro Stefanini explica como emoções não resolvidas afetam a tomada de decisões e aponta o silêncio interior e a coerência emocional como caminhos para assumir o controle da própria vida

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Afro Stefanini destacou como sentimentos não resolvidos afetam diretamente a rotina do ser humano

Afro Stefanini destacou como sentimentos não resolvidos afetam diretamente a rotina do ser humano

ANA CRISTINA VIEIRA
DO REPÓRTERMT



Em entrevista ao , o escritor e psicólogo Afro Stefanini destacou como sentimentos não resolvidos afetam diretamente a tomada de decisões e a rotina do ser humano. Segundo o especialista, aprender a lidar com sentimentos reprimidos é um passo fundamental para evitar comportamentos automáticos e destrutivos no dia a dia.

"Quando nós não aprendemos a fazer silêncio, o que está automático toma o volante, e geralmente o que está automático é a dor. E aí é que está a questão: a dor que eu não elaboro é a dor que me controla", pontuou o psicólogo.

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O psicólogo explicou que, quando não há um olhar atento e um interesse em compreender as próprias feridas emocionais, a capacidade de fazer escolhas conscientes fica comprometida. Para ilustrar a atitude humana diante do sofrimento, Stefanini fez uma analogia simples com uma reação física ao reflexo de dor.

"Ninguém que sente dor vai escolher com consciência, porque ele não cuida da dor por um processo muito simples: uma agulha que eu coloco, eu afasto o braço. Toda a dor que o ser humano sente produz afastamento. Se o ser humano não quer cuidar das suas dores emocionais, ele vai produzir uma vida de afastamento de tudo e de todos ao redor dele", ressaltou.

Para romper com esse ciclo automático de afastamento, Stefanini defendeu o exercício consciente do silêncio como o ponto de partida. Ele ressaltou que esse momento não se limita a apenas "ficar quieto", mas sim a adotar uma prática terapêutica para identificar a origem das próprias feridas.

"Silêncio para perceber como é que essa dor se instalou dentro de você. Tenho motivo para fazer silêncio. Não é silêncio de ficar quieto, é uma coisa muito mais profunda: é silêncio terapêutico, silêncio interior", afirmou.

Entre as técnicas recomendadas para praticar esse silêncio, o profissional apontou a meditação, a prática de mindfulness, visualizações terapêuticas e momentos dedicados à oração e ao sagrado. Após identificar a dor por meio do silêncio, o psicólogo sinalizou a necessidade de buscar o alinhamento interno, conceito que ele traduz como coerência emocional.

"A segunda fase é o caminho de fazer o alinhamento que eu chamo, Carl Rogers chamava de congruência, eu falo de uma maneira fácil para as pessoas entenderem, que é coerência emocional. É essa capacidade de você ser sincero a ponto de dizer assim: 'Não, dessa forma como eu estou fazendo realmente tá me machucando.' Não é sobre ter razão, é sobre o quanto isso tá me machucando se eu continuar", concluiu.

Confira o vídeo:

 
Confira a entrevista na íntegra:

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