KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
Após o governador Mauro Mendes (União Brasil) afirmar, nessa terça-feira (3), que ainda não está definida sua saída do cargo no dia 31 de março, o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (PSB), declarou hoje (4) que só anunciou a previsão porque não recebeu pedido de sigilo por parte do chefe do Executivo.
Max pontuou que pode ter interpretado de forma equivocada a fala de Mauro, mas garantiu que não houve qualquer restrição do governador para tratar do assunto publicamente.
“Ele deve ter falado e eu entendi errado, talvez, e é válido isso. Mas ele não me pediu segredo também nessa informação. Mas ontem, ele falou que está reavaliando. É um direito dele e, como eu falei, talvez eu até entendi errado a deixa dele de sair no dia 31”, afirmou o deputado em conversa com a imprensa na Assembleia.
Na manhã de terça-feira, Max revelou, durante entrevista à Rádio ALMT, que Mauro já teria definido o cronograma de transmissão de cargo ao vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Segundo o presidente da Assembleia, o ato oficial estaria agendado para o dia 31 de março, às 16h.
A movimentação ocorre em meio aos preparativos para o calendário eleitoral de 2026. Pivetta é apontado como um dos nomes naturais para a sucessão ao Governo de Mato Grosso, enquanto Mendes articula uma possível candidatura ao Senado Federal.
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Entretanto, pouco depois da declaração de Max, Mauro Mendes afirmou à imprensa que sua saída no dia 31 de março não está confirmada. O governador disse que ainda avalia a decisão e que, caso deixe o cargo, isso poderá ocorrer entre 30 de março e 2 de abril.
Conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Mauro tem até 4 de abril para deixar definitivamente o comando do Estado caso decida disputar uma vaga no Senado. O prazo de desincompatibilização corresponde ao limite de seis meses antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro.
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