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Cuiabá, 30 de Maio de 2026
30 de Maio de 2026

19 de Março de 2026, 17h:47 - A | A

POLÍTICA / DÍVIDA DE R$ 10 TRILHÕES

Mauro Mendes prevê colapso nas contas do Governo Federal em 2027 e risco de efeito cascata

Governador de Mato Grosso cita relatório do TCU sobre possível "shutdown" da máquina pública e critica falta de transparência nos impactos da Reforma Tributária.

ANA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



O governador Mauro Mendes (União) fez um alerta hoje (19), durante o encontro técnico Reforma Tributária na Prática no Palácio Paiaguás, sobre a saúde financeira do Brasil e os riscos que o endividamento da União representa para a população. (Veja o vídeo no final da matéria).

Mauro citou dados do Tribunal de Contas da União (TCU) para prever um possível "shutdown" da máquina federal já em 2027 por falta de recursos para custeio.

De acordo com o governador, o cenário de déficit primário consecutivo e a escalada da dívida pública, que ultrapassou a marca de R$ 10 trilhões, criam uma ameaça generalizada que pode arrastar estados, municípios e toda a economia para uma crise profunda.

Para tentar explicar o tamanho do problema, o governador utilizou uma comparação com prêmios da Mega-Sena para ilustrar que o país paga, diariamente, o equivalente a quatro prêmios acumulados apenas em juros da dívida.

"O TCU escreveu nos seus relatórios que em 2027 vai ter shutdown da máquina federal. Vai ter paralisia com falta de dinheiro para pagar custeio. E se o Governo Federal mergulhar numa crise, ele arrasta a economia, os estados e os municípios", afirmou o governador.

Mauro Mendes também manifestou ceticismo quanto às promessas de simplificação e redução de carga tributária da reforma aprovada no Congresso Nacional.

Para o governador, o sistema atual é complexo, e a nova estrutura ainda não deixou clara a lógica de como melhorará a arrecadação sem aumentar o peso sobre o contribuinte, especialmente em um país hiperendividado.

O governador destacou ainda o impacto específico para Mato Grosso a partir de 2033, quando os créditos de exportação deverão ser devolvidos em dinheiro de forma prioritária aos exportadores.

Segundo ele, essa mudança deve provocar uma saída gigantesca de recursos dos cofres públicos, o que exige atenção redobrada dos setores especializados e da classe política.

 

Veja o vídeo:

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