RepórterMT

Mauro citou jornadas de brasileiros nos Estados Unidos ao discutir mudanças na legislação.
VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT
O senador eleito por Mato Grosso, Mauro Mendes (União), criticou as propostas para acabar com a escala de trabalho 6x1 e defendeu maior flexibilização das regras trabalhistas no país. Ao abordar o tema, citou os Estados Unidos e afirmou que brasileiros chegam a trabalhar de 10 a 16 horas por dia naquele país em busca de remunerações maiores.
“Eu, particularmente, defendo que o trabalhador no Brasil possa trabalhar como se trabalha nos Estados Unidos. Porque lá nós temos milhares e milhares de brasileiros que fogem daqui, entram clandestinamente nos Estados Unidos para trabalhar 12, 14, 16 horas por dia, 10 horas por dia. E ganham por isso, ganham muito mais por isso e têm uma qualidade de vida melhor”, declarou.
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Mauro foi eleito para o Senado no domingo (4), com 1.187.352 votos, o equivalente a 33,21% dos votos válidos, e assumirá o mandato em fevereiro de 2027.
Ao tratar da legislação brasileira, argumentou que as regras atuais restringem excessivamente a possibilidade de ampliação da jornada. Também defendeu uma reforma mais abrangente das relações de trabalho para adequá-las, segundo sua avaliação, à realidade atual.
“No Brasil, se um trabalhador trabalhar 11 horas por dia, o patrão, a empresa, vai ser processado por trabalho escravo. Olha que absurdo”, afirmou.
Na avaliação de Mauro, o maior acesso à informação mudou a relação entre trabalhadores, empresas e Estado. Ele argumentou que as pessoas têm mais condições de tomar decisões sobre as próprias relações de trabalho e defendeu menor intervenção estatal.
“Hoje, todo mundo tem informação na palma da mão, as pessoas conseguem se autotutelar. Não precisa achar que o Estado tem que proteger todo mundo. Tem que ter uma relação justa entre trabalho e capital”, disse.
O senador eleito afirmou que o Estado deve estabelecer regras para equilibrar a relação entre empregados e empregadores, mas sustentou que a legislação precisa permitir maior liberdade econômica.
“Tem que ter mais liberdade econômica para que haja uma capacidade do país se desenvolver economicamente e os próprios trabalhadores produzirem mais, ganharem mais, flexibilizando algumas regras que, ao meu ver, não são produtivas e não são eficientes para o Brasil”, completou.
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