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06 de Outubro de 2026

06 de Outubro de 2026, 14h:24 - A | A

POLÍTICA / SENADOR ELEITO

Mauro Mendes é contra fim da escala 6x1 e defende flexibilização; "defendo que o brasileiro possa trabalhar como se trabalha nos EUA"

Mauro defendeu menor intervenção estatal e regras que permitam mais liberdade nas relações entre empregados e empregadores.

RepórterMT

Mauro citou jornadas de brasileiros nos Estados Unidos ao discutir mudanças na legislação.

Mauro citou jornadas de brasileiros nos Estados Unidos ao discutir mudanças na legislação.

VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT



O senador eleito por Mato Grosso, Mauro Mendes (União), criticou as propostas para acabar com a escala de trabalho 6x1 e defendeu maior flexibilização das regras trabalhistas no país. Ao abordar o tema, citou os Estados Unidos e afirmou que brasileiros chegam a trabalhar de 10 a 16 horas por dia naquele país em busca de remunerações maiores.

“Eu, particularmente, defendo que o trabalhador no Brasil possa trabalhar como se trabalha nos Estados Unidos. Porque lá nós temos milhares e milhares de brasileiros que fogem daqui, entram clandestinamente nos Estados Unidos para trabalhar 12, 14, 16 horas por dia, 10 horas por dia. E ganham por isso, ganham muito mais por isso e têm uma qualidade de vida melhor”, declarou.

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Mauro foi eleito para o Senado no domingo (4), com 1.187.352 votos, o equivalente a 33,21% dos votos válidos, e assumirá o mandato em fevereiro de 2027.

Ao tratar da legislação brasileira, argumentou que as regras atuais restringem excessivamente a possibilidade de ampliação da jornada. Também defendeu uma reforma mais abrangente das relações de trabalho para adequá-las, segundo sua avaliação, à realidade atual.

“No Brasil, se um trabalhador trabalhar 11 horas por dia, o patrão, a empresa, vai ser processado por trabalho escravo. Olha que absurdo”, afirmou.

Na avaliação de Mauro, o maior acesso à informação mudou a relação entre trabalhadores, empresas e Estado. Ele argumentou que as pessoas têm mais condições de tomar decisões sobre as próprias relações de trabalho e defendeu menor intervenção estatal.

“Hoje, todo mundo tem informação na palma da mão, as pessoas conseguem se autotutelar. Não precisa achar que o Estado tem que proteger todo mundo. Tem que ter uma relação justa entre trabalho e capital”, disse.

O senador eleito afirmou que o Estado deve estabelecer regras para equilibrar a relação entre empregados e empregadores, mas sustentou que a legislação precisa permitir maior liberdade econômica.

“Tem que ter mais liberdade econômica para que haja uma capacidade do país se desenvolver economicamente e os próprios trabalhadores produzirem mais, ganharem mais, flexibilizando algumas regras que, ao meu ver, não são produtivas e não são eficientes para o Brasil”, completou.

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