FERNANDA LEITE 10h00
DA REDAÇÃO
A forte relação de amizade entre o senador Blairo Maggi (PR) com a presidenta Dilma Rousseff (PT), pode causar uma reviravolta na decisão dada pela própria presidenta, que autorizuou a mudança da matriz de responsabilidade do Comitê Gestor da Copa/Fifa, para implantar o Veículo Leve sobre Trilho-VLT. É o que revelam fontes do RepórterMT, ligadas ao senador.
O defensor declarado do Bus Rapid Transit (BRT), Maggi ainda não pôde conversar com a presidenta porque está em uma viagem a negócios de assuntos particulares na Argentina.
Empresários ligados ao ramo de combustíveis, entre eles, Aldo Locatelli, argumentam que há motivos maiores para implantar o BRT e apenas um positivo para o VLT, que causaria somente um menor impacto no meio ambiente.
Outro político que desaprova a escolha do VLT é o senador Pedro Taques (PTB) que teve Locatelli como seu maior "patrocinador" de campanha, diga-se de passagem.
" É a melhor alternativa para o momento em que vivemos. A quantidade de passageiros transportados dos bairros para o centro de Cuiabá irá aumentar e teríamos menos problemas para a implantação", justificou o pedetista durante as reuniões da Subcomissão de Acompanhamento da Copa, da qual faz parte. Taques observa que nenhuma das cidades-sede do Mundial deve implantar o VLT).
O último argumento seria o custo final dos projetos CPA/Aeroporto e Coxipó/Centro. Enquanto o BRT está estimado em R$ 383.490.800,00, o VLT custará cerca de R$ 930.332.784,65. "A tarifa também seria, consequentemente, prejudicada e passaria de R$ 1,80 para R$ 3,60, segundo as estimativas", reforça o pedetista.
A mudança de projeto, conforme o senador Pedro Taques, também poderia atrasar o andamento das obras da Copa, uma vez que o BRT já contaria com uma linha de crédito e apoio do Ministério das Cidades para financiamento junto à Caixa Econômica Federal.
A reportagem tentou entrar em contato com o senador Maggi, mas o senador não retornou as ligações. A assessoria informou que ele está na Agentina participando de evento do Clube da Fibra, setor ligado ao algodão.