THIAGO ITACARAMBY
O deputado federal Homero Pereira (PSD) recém-empossado na coordenação da bancada de Mato Grosso, em entrevista ao RepórterMT, falou sobre um vácuo deixado por seu antecessores na interlocução com o governo federal. O parlamentar substituiu Wellington Fagundes (PR) e promete retomar essa relação com a União, com foco na atração de recursos para o estado.
O deputado diz que ano passado Mato Grosso apresentou um péssimo desempenho em relação à liberação de verbas federais. “Faltou nos últimos anos estar mais próximo do governo federal, a gestão estava emperrada. E vamos tentar materializar essa relação”, justificou.
Homero informou que o Estado perdeu muito com a saída de representantes mato-grossenses é o caso de Luis Antonio Pagot, da direção do Dnit. Ele e demais diretores foram demitidos após crise instalada no Ministério dos Transportes pelas denúncias de superfaturamento em obras.
O novo coordenador comentou que o senador Blairo Maggi (PR) reacendeu uma nova esperança da qual facilitaria essa interlocução. Ele coloca em questão o convite feito pela presidente da República Dilma Rousseff (PT) ao senador ao cargo de ministro dos Transportes.
Numa tentativa de reaproximação coma bancada do PR no Congresso, o Palácio do Planalto sondou o senador Maggi sobre a possibilidade de ele ser ministro dos Transportes, cargo que Blairo já recusara em julho do ano passado. Na ocasião, o senador alegou que haveria conflito de interesses por causa de suas empresas. No planalto, o nome de Blairo é visto como o único do PR com condições para ocupar o cargo.
O novo coordenador Homero Pereira disse que um dos principais focos do seu mandato será estreitar os laços entre a bancada mato-grossense e o governo federal. No entanto, ele chama atenção do governador Silval Barbosa (PMDB) na aproximação com a presidente Dilma Rousseff.
O parlamentar comentou que irá se reunir nos próximos dias com Silval com demais integrantes da bancada para elencar as prioridades do estado. “Precisamos saber e ter conhecimento da atual demanda de MT”, afirmou Homero Pereira.
COPA 2014
Em relação às obras da Copa, o parlamentar disse que tem pouco a fazer já que a execução está a cargo do Poder Executivo através da Secopa. O deputado disse que as desavenças entre o secretário Eder Moraes e o senador Pedro Taques (PDT) atrapalham o andamento das obras e a condução de todo o processo.
“Temos que contribuir de outra forma, tem coisas que a gente só fala internamente, dentro de casa, por exemplo. Essa situação pode atrapalhar ainda mais e expõe o estado de forma gratuita”, comentou o deputado sobre a briga entre as lideranças políticas.















