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10 de Dezembro de 2014, 09h:07 - A | A

POLÍTICA / 1º SUPLENTE

Gilmar Fabris assume vaga deixada por Walter Rabello na próxima legislatura

Na eleição de 2014 Fabris somou 20.082 votos e ficou na 25ª classificação dos concorrentes ao posto de deputado estadual, que na Assembleia Legislativa de Mato Grosso configuram 24 vagas.

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



O suplente de deputado Gilmar Fabris (PSD), que foi impedido Ministério Público Estadual de continuar na vaga do deputado José Domingos Fraga (PSD) até abril de 2015, deve assumir a vaga do deputado Walter Rabello (PSD), que morreu na madrugada desta quarta-feira (10), na próxima legislatura, em 2015. Até o dia 20 de dezembro, quando termina a legislatura deste ano de 2014 será o suplente de deputado Luiz Magalhães (PP) que deve assumir a vaga de Rabello.

Na eleição de 2014, Fabris somou 20.082 votos e ficou na 25ª classificação dos concorrentes ao posto de deputado estadual, que na Assembleia Legislativa de Mato Grosso configuram 24 vagas.

Fabris, que tem décadas de atuação na Assembleia e passou por diversos problemas judiciais como a cassação de seu mandato anterior, tem sido alvo de manifestações contrárias à sua suposta indicação como conselheiro do Tribunal de Contas (TCE), assumindo por indicação dos deputados estaduais, a vaga que deve ser aberta em breve com a aposentadoria do conselheiro Humberto Bosaipo, investigado por desvio de dinheiro público enquanto ocupou a presidência do Parlamento Estadual.

A possibilidade acabou gerando o movimento “TCE Ficha Limpa” formado por dezenas de sindicatos que reivindicam que a Assembleia desenvolva um processo democrático para a indicação do próximo conselheiro e que o indicado tenha conduta ilibada, além de uma série de qualificações que o permitam ocupar o cargo, como amplo conhecimento na área jurídica e contábil.

Em resposta às manifestações, Fabris apresentou um estudo feito pelo Conselho Regional de Economistas (Corecon) para afirmar que ele não teria causado danos ao erário público, no que diz respeito às investigações da Operação Cartas Marcadas e se disse altamente preparado para o cargo de conselheiro.

GILMAR FABRIS

O suplente de deputado Gilmar Fabris, que no mês de setembro, quando disputava novamente uma vaga na Assembleia Legislativa, teve sua casa e seu escritório revirados pela ação da Polícia Federal, durante a sexta fase da Operação Ararath, foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em 2012, sob a acusação de arrecadação e gasto ilícito na campanha eleitoral de 2010. Ele teria movimentado R$ 400 mil usando os chamados cheques “guarda-chuva”, que trocados na boca do caixa dificultam o trabalho da Justiça Eleitoral. 

Fabris também já havia siso acusado de compra de votos nas eleições de 2006 e se manteve no cargo graças a uma liminar. Enquadrado na Lei da Ficha Limpa ele teria praticado compra de votos no município de Poxoréo, onde foi encontrado uma caderneta, com nomes e local de votação de 99 eleitores, o que teria comprovado a prática criminosa.

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cuiabanoCPA 10/12/2014

A verdade é que esse Dep.nasceu com a estrela virada pro céu,nunca vi uma pessoa tão sortuda como essa,espero que honre o compromisso de passar o salario para a esposa do Dep.Walter Rabelo,até porque para Gilmar Fabris o importante é o status,dinheiro pra ele não é problema.

salvadorjr 10/12/2014

Esse ai tava na botuca só esperando pra entrar no lugar de alguem. Eis a chance, o problema dele é cargo e posição. E rezar pro MOV. De combate a corrupção não ferrar ele.

2 comentários

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