Cuiabá, 28 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
28 de Setembro de 2026

28 de Setembro de 2026, 08h:42 - A | A

POLÍTICA / VALE TUDO

Fábio Garcia critica reajuste do Bolsa Família durante período eleitoral: "Tinha que ser feito muito antes"

Deputado federal pelo União avalia que reajuste de 15,04% concedido pelo governo federal chega tarde, mas reconhece que escalada inflacionária pressiona o orçamento das famílias.

RepórterMT

Fábio Garcia comenta sobre nivo piso de R$ 691 do Bolsa Família.

Fábio Garcia comenta sobre nivo piso de R$ 691 do Bolsa Família.

ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



O deputado federal e candidato à reeleição Fábio Garcia (União) avaliou que a atualização nos valores pagos pelo Bolsa Família precisaria ter sido efetivada com antecedência em relação ao calendário eleitoral.

Embora tenha criticado o momento usado pelo presidente Lula (PT) para fazer o reajuste, Fábio ponderou que a correção se justifica diante da pressão inflacionária sobre o poder aquisitivo no país.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

“Eu defendo que o reajuste aconteça antes, muito antes do período eleitoral. Mas há que se reconhecer que o custo de vida do brasileiro cresceu muito, subiu muito, e a vida está custando muito caro no Brasil”, concluiu.

LEIA MAIS: Abilio detona Lula: "Aumento de R$ 91 no Bolsa Família é eleitoreiro e tentativa de comprar voto do eleitor"

A declaração foi dada durante o evento de mobilização política "Arrancada Pra Vitória", realizado pelo candidato à reeleição, governador Otaviano Pivetta (Republicanos) no bairro CPA, em Cuiabá na última semana.

O reajuste elevou em 15,04% os repasses do programa social, passando o piso por núcleo familiar de R$ 600 para R$ 691, o que representa um aumento de R$ 91. A determinação foi formalizada em 17 de setembro, com início dos pagamentos programados para outubro.

LEIA MAIS: A 17 dias da eleição, Lula abre o cofre e aumenta Bolsa Família

“O Bolsa Família é um programa importante do nosso país, para aquelas pessoas que precisam de uma renda para sobreviver e subsistência. O reajuste teria que ser feito antes. Óbvio que o custo de vida no Brasil, do brasileiro, cresceu muito, então a gente perdeu o poder de compra, todos os brasileiros perderam o poder de compra”, disse Fábio.

O governo federal nega motivação eleitoral e afirma que o reajuste de 15% recompõe parte da perda do poder de compra causada pela inflação, que acumulou 17% desde o último aumento, em 2023.

Comente esta notícia