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A ex-senadora Serys Slhessarenko entrou nesta terça-feira (17) com uma medida cautelar no PT nacional contra um pedido de expulsão encaminhado ao diretório estadual do partido em Mato Grosso. Ela é acusada de infidelidade partidária.
Em encontro com o secretário-geral da sigla, Elói Pietá, em Brasília, ela disse não ter tido chance de se defender e afirmou ter sido vítima de uma disputa interna.
De acordo com o PT Nacional, o pedido de Serys não equivale a um recurso e, portanto, não anula a decisão tomada na instância estadual.
O partido, porém, deve analisar no início de junho, em reunião da Executiva nacional, os argumentos da ex-senadora, e pode anular a expulsão, caso ela ocorra e seja considerada injusta. Em sua página no Twitter, Serys repudiou a acusação de infidelidade partidária.
- Não é possível que tantos militantes me apoiem e eu seja uma infiel. [...] Em minha defesa tenho mais de 20 anos de dedicação e militância partidária. [...] Dói ser acusada de infidelidade depois de tantas provas de fidelidade, depois de anos de dedicação para o fortalecimento do Partido.
A polêmica que envolve a ex-senadora remete ao processo eleitoral do ano passado. Ela, que tinha interesse em tentar um novo mandato, teve de ceder o lugar na coligação ao então deputado federal Carlos Abicalil, seu colega de partido, após perder as prévias internas.
Serys, então, lançou-se na disputa por uma cadeira na Câmara dos Deputados, mas não conseguiu se eleger. Abicalil também ficou de fora do Senado.
O PT de Mato Grosso recebeu representações contra a ex-senadora, e a comissão de ética da sigla recomendou sua expulsão. A determinação, porém, precisa ainda ser referendada pelo diretório estadual, que se reunirá no dia 29 para tratar do assunto.
Segundo o partido, na ocasião Serys poderá apresentar sua defesa. A ex-senadora foi acusada de infidelidade partidária porque não incluiu, em seu material de campanha, menções à candidatura de Abicalil.
Outra alegação é de que ela teria dito, durante a campanha, que não pediria votos para o colega de partido porque ele a teria impedido de tentar a reeleição. Serys também foi acusada de fazer campanha para Pedro Taques, candidato do PDT ao Senado, que não fazia parte da aliança da qual o PT participou.
Taques se elegeu, bem como Blairo Maggi, candidato do PR e integrante da coligação.















