ANDRÉA HADDAD
Ex-presidente do MT Saúde, de assistência aos servidores do Estado, Bruno Sá de Freire admitiu ter sido contrário à decisão do governo Silval Barbosa (PMDB) de mudar o modelo de gerenciamento do Plano, mediante a anulação do contrato com a Connectmed - CRC, Consultoria, Administração e Tecnologia e a contratação, mediante processo licitatório, da Open Saúde (operadora) e Saúde Samaritana (administradora).
“Confesso ter chegado a pensar que fosse uma questão pessoal, fui conversar com o governador e até pedi exoneração. Depois me chamaram, e disseram que precisaram mudar o sistema, que era uma decisão de Estado para readequação de gastos e precisavam de mim para implementar este novo modelo”, declarou Bruno nesta quarta (12), aos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MT Saúde na Assembleia Legislativa (AL).
Ele informou que o contrato com a CRC foi assinado em 2005, com término em abril de 2011. “Com o fim, abrimos novo processo licitatório e a própria CRC venceu, ficando até setembro, quando mudou a gestão. O trabalho da CRC era satisfatório, pedi até a eles algumas ideias para diminuir o custo do plano”.
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Questionado pela deputada Luciane Bezerra (PSB) sobre o porquê da mudança na gestão, Bruno respondeu que se tratou de uma medida de Estado. Ele expôs divergências em relação aos demais depoentes sobre a formulação da tabela de cobrança do plano. Também disse que o MT Saúde se estendia à AL e empresas públicas, vinculada ao Estado. “Só tinha um prestador de serviço fora do Estado, em outros casos similares só com ordem judicial ou reembolso”, explicou.
O ex-presidente comandou o plano de janeiro a setembro. Ele declarou que, entre julho e agosto, houve falta de repasse pelo Executivo, o que gerou transtorno com fornecedores e usuários. “Para se ter uma ideia, em 2010 o MT Saúde teve gastos de R$ 93 milhões e a previsão orçamentária para 2011 era de R$ 95 milhões. Dificilmente as necessidade ficaram na casa de R$ 2 milhões”, exemplificou.
APORTE DO ESTADO
Bruno foi categórico ao declarar que, sem aporte do Estado, o MT Saúde deixaria de existir. “Sem o subsídio, o MT Saúde exige um esforço financeiro muito grande dos servidores, que talvez a maioria não fosse capaz de manter. O Plano não foi criado para ser autossustentável”.
PRESIDENTE CULPA SEFAZ
Gelson Smorcinski substituiu Bruno a partir de 24 de outubro de 2011 no comando do MT Saúde. Ele concorda que, no modelo em que foi concebido, o MT Saúde não teria condições de existir sem ajuda do Executivo. Segundo ele, o impasse vai ser solucionado com a reestruturação do plano. “É natural que, entre uma crise e outra, há falta de atendimento, mas estamos definindo agora uma reestruturação do plano, a partir de janeiro do próximo ano”.
O presidente admitiu ter pago débitos em atraso entre dezembro de 2011 e março de 2012, até a renegociação da dívida com prestadores de serviço e fornecedores. Segundo ele, houve falta de repasse da secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). “Assumi com dívida de R$ 25 milhões. No final de 2012, tinha cerca de R$ 12 milhões em caixa, mas não havia disponibilidade financeira, pois depende da secretaria de Fazenda”.
Segundo ele, o plano chegou à situação de arrecadar R$ 6 milhões e ter despesas de R$ 12 milhões. Gelson também disse que, até setembro deste ano, 80% da rede conveniada estava atendendo, o que gerou indisposição com os parlamentares. “Depois, houve nova falta de recursos e tivemos que fazer novo acordo. Liberamos R$ 21 milhões até a quarta parcela”. Em seguida, ele reconheceu que o restante do débito deixou de ser quitado.
Indagado sobre os motivos da falta de atendimento pelo MT Saúde, Gelson apontou, em primeiro lugar, a perda de credibilidade do plano com os prestadores de serviço. Também apontou para o próprio modelo do plano, subsidiado pelo Estado, torna-o insustentável. “Todo o modelo precisa ser reformulado, precisamos reerguer de uma forma sadia, sem prejudicar o Estado. Já tenho uma reunião marcada com os sindicatos para definir os novos valores”, assegurou. O MT Saúde conta com 39 mil usuários. “Quando entrei, eram 54 mil servidores conveniados”, admitiu. O custo é de R$ 180 por pessoa.



















Edson 13/12/2012
A SEFAZ retem muitos dos recursos da Fonte 240 do MT SAUDE, isso para fazer malabarismo com as finanças públicas, em outra ponta, esse órgão comete absurdos com os recursos públicos, a exemplo dos maquinários, Land Rover, Precatórios, Pagamentos de Serviços não executados etc. Agora, esses parlamentares tem que parar com esse teatro, se não daqui a pouco estão convocando conselheiros, auditores, pessoal da limpeza e da segurança, medicos, enfermeiros, usuários do plano; assim, isso será pior que novela, pois esta tem inicio, meio e fim. Deputaiada votem a LC que está ha mais de 120 dias com a Geni...digo, Riva; 2) Coloque os servidores na Gestão do Plano; 3) Pague todas as pendencias, na modalidade excesso de arrecadação, pois recurso tem (Já esqueceram que semana passada foi passado pelo FUNDESMAT 3.000.000,00 para produção de um filme;e, por ultimo apurem todas as suyspeitas de irregularidades do plano. Lembrem-se uma medida nao exclui a outra e são interdependentes.
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