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Carlos Brito disse que acha estranho a prática de lançarem nome de pessoas em investigações e não citar os motivos
FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO
O ex-diretor da extinta Agecopa, Carlos Brito, que também responde coordenador-geral da campanha do candidato à Prefeitura de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), disse que desconhece os motivos que levaram o nome dele constar como um dos agentes políticos envolvidos em irregularidades levantadas na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa.
O presidente da CPI, deputado Oscar Bezerra (PSB) apontou que além de Brito outros seis nomes estariam envolvidos em várias irregularidades.
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Brito ainda destacou que considera estranho o procedimento de lançar o nome de alguém em uma possível ação e não apontar os motivos que levaram às investigações.
“Eu li nos sites a citação do meu nome e desconheço as razões”, disse Brito durante a realização de um ato político do PSDB ocorrido na última quarta-feira (19), em Cuiabá. Além disso, Brito ainda destacou que considera estranho o procedimento de lançar o nome de alguém em uma possível ação e não apontar os motivos que levaram às investigações.
No relatório, o deputado aponta, em 600 processos administrativos analisados com 500 mil páginas, que o ex-governador Silval Barbosa, os ex-titulares da extinta Secopa Eder Moraes e Maurício Guimarães, além de além dos também ex-diretores da Agecopa, Yuri Bastos, Yenes Magalhães precisam ser indiciados. Brito chegou a prestar esclarecimentos na CPI.
Ele disse que deverá, por meio de sua assessoria jurídica, buscar uma cópia do relatório final da CPI para poder se manifestar. "Meu advogado vai conseguir uma cópia para eu poder me manifestar", disse à reportagem.
No relatório da CPI, o presidente aponta que 96 agentes públicos, 16 empresas privadas e sete consórcios de empresas também deverão ter ações dos órgãos de controle abertas contra.
O relatório final dos trabalhos, apontando irregularidades identificadas com as investigações, deve seguir para a aprovação em plenário da Assembleia Legislativa. No documento, os titulares da CPI sugerem a devolução de R$ 541 milhões aos cofres públicos de todos os envolvidos.
Oscar Bezerra sustentou que após aprovado em plenário, a ser realizado em cinco sessões ordinárias, o relatório seguirá para órgãos de controle como Ministério Público Estadual e Federal, Polícia Judiciária Civil, Governo Federal, Tribunal de Contas do Estado e da União, Polícia Federal, além de Governo do Estado e deputados estaduais, federais e senadores.
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