FRANCISCO BORGES
DA REPORTAGEM
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa do Mundo de 2014 entregou, na tarde desta quarta-feira (19), o relatório final dos trabalhos, apontando irregularidades identificadas com as investigações, que devem seguir para a aprovação em plenário da Assembleia Legislativa. No documento, os titulares da CPI sugerem a devolução de R$ 541 milhões aos cofres públicos e o indiciamento de sete agentes políticos, 96 agentes públicos, 16 empresas privadas e sete consórcios de empresas que realizaram trabalhos para o Estado no advento do Mundial.
Responsabilização policial também foi proposta no relatório final para todos os envolvidos, que tem entre os nomes figuras já conhecidas, como o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), o ex-presidente da Casa de Leis José Riva, os ex-secretários de Estado Eder Moraes e Yenês Magalhães, o atual titular do MT Saúde Carlos Brito, o ex-titular da Secopa Mauricio Guimarães e Yuri Bastos.
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“Conseguimos reunir em 3,4 mil páginas o relatório dos roubos que houveram no Estado e das falcatruas e vamos pedir sim o indiciamento de todos os envolvidos”, disse Bezerra
O presidente da CPI, deputado Oscar Bezerra (PSB), destacou que após aprovado em plenário, o relatório seguirá para órgãos de controle como Ministério Público Estadual e Federal, Polícia Judiciária Civil, Governo Federal, Tribunal de Contas do Estado e da União, Polícia Federal, além de Governo do Estado e deputados estaduais, federais e senadores.
“Conseguimos reunir em 3,4 mil páginas o relatório dos roubos que houveram no Estado e das falcatruas e vamos pedir sim o indiciamento de todos os envolvidos”, disse Bezerra durante a apresentação do documento.
Oscar Bezerra também destacou que o melhor caminho para as obras da Copa é que sejam finalizadas. Para ele, um tema de debate na CPI foi a volta das obras principais, como o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), Arena Pantanal e principais obras de mobilidade urbana. “A sugestão da CPI é que não pare as obras. O cidadão não merece que, diante de tudo isso, elas ainda não sejam acabadas. Além do que é possível que elas sejam acabadas com uma nova empresa e um novo certame”, destacou.
O parlamentar entregou o relatório em mãos do presidente do Legislativo, deputado Guilherme Maluf (PSDB) e argumentou que, conforme o levantamento, não é o Estado que deve para o Consórcio VLT, mas o contrário, pois houve diversas ilicitudes das quais o consórcio tinha conhecimento e participação, como jogo de planilha, que consiste em manipular o preço para ganhar determinado certame.
A assessoria do Consórcio VLT informou à reportagem que não irá se pronunciar até que a CPI esteja aprovada.
Confira os vídeos em que o deputado Oscar Bezerra diz os nomes dos políticos que a CPI quer indiciamento e das empresas que foram apontadas como responsáveis por irregularidades:


















