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07 de Agosto de 2012, 10h:07 - A | A

POLÍTICA / EFEITO GALINDO E WILSON

“Este será o grande problema da minha campanha”, diz Maluf

Candidato disse que apoia concessão da Sanecap, mas teria lutado pelo PAC

ANA ADÉLIA JÁCOMO



O candidato à Prefeitura de Cuiabá e deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) reconheceu nesta segunda-feira (6) em visita ao RepórterMT que a ligação com o ex-prefeito Wilson Santos, mesmo partido, e com o atual Chefe do Executivo Chico Galindo (PTB), será o grande empecilho de sua campanha.


Ambos sofrem um grande desgaste na imagem pública e o candidato afirmou que teme perder votos por ter sua imagem associada aos colegas. “Este talvez seja um dos grandes problemas da minha campanha. Mas não posso negar minha proximidade com o Wilson e nem com o Galindo. Até porque o Wilson é do meu partido e o Galindo foi uma continuidade dele. Mas eu também não preciso concordar com o que fizeram”, disse o tucano.

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PANOS QUENTES


Maluf, no entanto, tentou minimizar a questão e afirmou que o primeiro governo de Wilson, em 2004, foi muito bom. Ele frisou que o ex-prefeito chegou a pagar quatro folhas de pagamento dos servidores em apenas três meses. Na segunda gestão, em 2008, quando foi reeleito, mas optou por deixar a prefeitura e candidatar-se ao Governo do Estado, Maluf avaliou que a administração de Wilson deixou a desejar.


Sobre Galindo, o candidato disse que o maior erro foi ele não ter participado ativamente do processo de concessão da Sanecap e delegado poderes ao presidente da Câmara de Vereadores Júlio Pinheiro (PTB). Maluf admitiu também que não é contra o processo de “privatização”, mas afirmou que buscaria reaver os recursos de R$ 200 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


“Eu faria a concessão em duas etapas, antes de privatizar teria que ter certeza que os recursos do PAC não viriam. Só então, faria a concessão. O problema também foi que o presidente da Câmara fez as partes mais difíceis. Ele tomou as decisões e o prefeito tinha que ter participado disso. Mas é uma alternativa viável sim, deu certo em alguns municípios”, defendeu Maluf.


ACORDÃO


Após a Sanecap ser concedida à CAB Ambiental rumores de que a votação do projeto na Câmara teria sido combinada cresceram nos bastidores. Cogitou-se até mesmo um possível acordo financeiro entre o prefeito e os vereadores.


Maluf, no entanto, disse que não acredita na possibilidade e garantiu que, se eleito, irá acompanhar com muito afinco os trabalhados da empresa. A meta do tucano é reduzir os prazos contratuais. A empresa tem três anos para universalizar o abastecimento de água e 10 anos o esgoto.


“Não acredito que houve acordo, mas garanto que seu for eleito e houver algum descumprimento desse contrato, eu rescindo esse contrato rapidamente. Mas tenho que dar essa oportunidade. Até porque já entrou dinheiro nos cofres públicos. Quero reduzir esse prazo da regularização do esgoto pela metade pelo menos”.


A CAB já pagou R$ 35 milhões de outorga à prefeitura. A previsão é que até o final deste ano serão pagos R$ 80 milhões ao município. Ao todo, a CAB pagará pela outorga da Sanecap o valor de R$ 516 milhões.

 

 

 

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