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Cuiabá, 13 de Junho de 2026
13 de Junho de 2026

24 de Agosto de 2012, 11h:11 - A | A

POLÍTICA / ELEIÇÕES / CUIABÁ

Dos seis vices, apenas Faiad e Malheiros já disputaram eleição

Disputa pelo Alencastro leva inexperientes aos palanques de Brito e Maluf, principalmente

ANA ADÉLIA JÁCOMO



Este ano, a disputa pelo Palácio Alencastro tem uma peculiaridade. De todos os candidatos a vice-prefeito, nenhum tem experiência com o poder executivo e somente um proponente já passou por outras eleições, o deputado estadual João Malheiros (PR). Francisco Faiad (PMDB) também já foi eleito vereador por Alta Floresta em 1989, mas depois disso não exerceu mais cargo eletivo, a não ser em sua entidade de classe, a OAB. Os outros nunca disputaram qualquer pleito.



Em Cuiabá há seis candidatos que disputam a prefeitura; Lúdio Cabral (PT), Mauro Mendes (PSB), Carlos Brito (PSD),  Guilherme Maluf (PSDB), que possuem bagagem política e já ocuparam cargos eletivos. Os outros dois, procurador Mauro (PSOL) e Adolfo Grassi (PPL), nunca se elegeram, embora Mauro já tenha experiência em outros pleitos. Seus vices são: Francisco Faiad, João Malheiros, Pastor Paulo Roberto (PSD), João Celestino (DEM), Dr. José Roberto (PSOL) e Cleusa Tomassine (PPL), respectivamente.


Para o analista político Alfredo da Mota Menezes a escolha de cada vice foi estratégica. No caso de João Malheiros, o candidato a prefeito Mauro Mendes (PSB) teria optado por ele para emplacar a ideia de “cuiabania” nos eleitores. “A jogada do Mauro é clara. Ele precisava de um nome que fosse identificado pelos cuiabanos e Malheiros tem muita história. É deputado e ocupou vários cargos no governo”.


Mesmo sem experiência política, João Celestino também teria sido escolhido pelo fato de pertencer a uma família tradicional que foi muito atuante no cenário político do estado. “Os Corrêa da Costa têm tradição. O avô do Celestino foi governador e o Maluf está fazendo sua campanha com essa bandeira, da tradição e dos costumes cuiabanos“.


Francisco Faiad é advogado, e segundo o analista, sua escolha foi a mais inusitada de todas. Para ele, o PMDB não tinha ideia de como se comportar neste pleito. Sem candidato próprio, o partido teria ficado a espera de Mauro Mendes, que optou por fazer uma aliança com o PR por exigência do aliado político, senador Pedro Taques (PDT).


Alfredo observou que está foi a primeira vez, desde 1986, que o cacique Carlos Bezerra não escolheu o candidato do partido. “A escolha do Faiad foi uma surpresa. Houve uma reunião um dia antes da convenção e como não tinha ninguém, o Silval indicou o advogado dele. Foi a primeira vez nos últimos anos que alguém teve mais força que o Bezerra para indicar um candidato”, disse ele, se referindo ao governador Silval Barbosa.


Sobre a candidatura do pastor Paulo Roberto, o analista disse que o objetivo de Brito foi tentar aglutinar mais votos e conquistar um espaço que estava sem uma representatividade, a bancada evangélica. Contudo, um testemunho gravado há mais de sete anos, segundo ele, pode tirar votos.


“Tirando esse testemunho da galinha, que pode criar problemas, o pastor é um bom vice. Mesmo sem experiência, ele é conhecido no meio evangélico e o Brito, por sua vez, é conhecido nos movimentos de bairro. Então pode haver votos de blocos inteiros”, observou ele.


O pastor pertence a igreja Assembleia de Deus e garante ter sido curado de 7 tipos de câncer, por isso, também é conhecido como “Paulo 7 câncer”. Além do milagre alcançado por meio da oração, ele afirmou ter conversado com uma galinha, que falava em línguas e teve que ser interpretada por um galo. “... numa madrugada, Deus me levou em um galinheiro, usou uma galinha falando em línguas e um galo interpretando as línguas e me disse: Meu filho Paulo. Estou te curando de câncer agora. Estou te levantando um pregador da minha palavra ...” diz trecho do testemunho.

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