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30 de Outubro de 2014, 10h:00 - A | A

POLÍTICA / APÓS ARTICULAÇÕES

Deputados enterram CPIs para investigar contratos de Silval e implantam investigação contra Eraí Maggi

A CPI da Bom Futuro para investigar a Cooperativa Cooamat, que tem como sócio o produtor Eraí Maggi (PP) e parentes, foi confirmada com a publicação no Diário Oficial que circula nesta quinta-feira (30).

DA REDAÇÃO



Após rápidas articulações nos bastidores, vários deputados estaduais retiraram, nesta quarta-feira (29), suas assinaturas dos requerimentos para a instalação de duas CPIs que investigariam contratos suspeitos entre o governo do Estado e as empreiteiras Trimec e Nhambiquara, impossibilitando que as mesmas fossem implantadas na Assembleia Legislativa, já que o regimento prevê que são necessárias as assinaturas de pelo menos oito parlamentares para cada CPI.

Já a CPI da Bom Futuro, para investigar suposta fraude e simulação de negócios na Cooperativa Agroindustrial de Mato Grosso (Cooamat), que tem como sócio o produtor Eraí Maggi (PP) e parentes, foi confirmada com a publicação no Diário Oficial, que circula nesta quinta-feira (30).  

Para garantir sua instalação, o deputado José Riva (PSD), requerente da CPI, teve o trabalho de convencer na última hora que o deputado Ademir Brunetto (PT) voltasse a assinar o requerimento, para completar os oito parlamentares solicitantes, já que outros dois deputados [Antônio Azambuja (PP) e Pedro Satélite (PSD)] haviam retirado suas assinaturas.

O próximo procedimento agora é a indicação dos deputados que irão fazer parte da comissão de investigação, que será feita pelas bancadas. Posteriormente, ocorre a reunião de instalação da CPI.

BASTIDORES DA ARTICULAÇÃO

Nos bastidores da Assembleia os comentários eram de que os deputados da base aliada do atual governo haviam agido rapidamente para “enterrar” as CPIs da Trimec e da Nhambiquara, propondo um acordo para a composição da Mesa Diretora da Casa, que terá a eleição realizada no mês de fevereiro.

TRIMEC

A CPI da Trimec, que após meses de articulação dos deputados que fazem oposição ao governador Silval Barbosa (PMDB), havia reunido a assinatura de oito parlamentares que solicitavam a apuração dos contratos do governo com a  construtora, que é do empresário Wanderley Torres, investigado na Operação Ararath e amigo particular do governador Silval Barbosa (PMDB).  

Após muitas críticas em plenário, os parlamentares não escondiam mais que a desconfiança é de que Wanderley seria apenas um “laranja” e a empresa realmente pertenceria a Silval, como chegou a deixar claro o deputado Zeca Viana (PDT) durante um pronunciamento na tribuna.

Quatro deputados retiraram as assinaturas da  CPI que havia sido requerida pelo deputado Ademir Bruneto (PT), para investigar os contratos que giram em torno de R$ 320 milhões referentes aos cinco anos em que Silval está à frente do Executivo estadual.

NHAMBIQUARA

Já a CPI da Nhambiquara, que foi requerida pelo deputado Walter Rabello (PSD), teve a retirada das assinaturas de cinco deputados, impedindo a instalação da investigação dos contratos entre o governo e a empreiteira, que tem como um dos proprietários o deputado eleito Eduardo Botelho (PSB).

 

 

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