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16 de Dezembro de 2014, 17h:37 - A | A

POLÍTICA / R$ 29 MILHÕES

Com emenda de R$ 29 mi, obras do Hospital Central devem ser concluídas

No projeto de lei, Dilmar propõe readequações na distribuição do Fundo Estadual de Saúde (FES)

DA REDAÇÃO



Trinta anos depois do seu início,  a  construção do Hospital Central de Cuiabá (HC) deve finalmente ser concluída. Após o governador eleito Pedro Taques (PDT) assinalar positivamente pela retomada das obras, o deputado estadual Dilmar Dal’ Bosco (DEM) apresentou emenda à Lei Orçamentária Anual (LOA) com previsão de recursos superiores a R$ 29 milhões para reforma e ampliação da unidade de saúde.

No projeto de lei, Dilmar propõe readequações na distribuição do Fundo Estadual de Saúde (FES), revertendo parte dos recursos destinados as Organizações Sociais de Saúde que gerenciam os Hospitais Regionais, à retomada das obras de construção do HC.

“A emenda propõe a utilização de recursos do Fundo Estadual, entretanto, a redução dos repasses para as OSS não acarretará prejuízos nos atendimentos públicos, pois já existem estimativas do órgão de planejamento do Estado que indicam excedente da arrecadação para a saúde, que honrarão a prestação dos serviços essências pertinentes a pasta”, destacou Dilmar.

O deputado argumenta que o remanejamento proposto em lei está alinhado às recomendações do Ministério Público Federal para a retomada da obra do hospital decorrente de ação civil pública que, após o seu trânsito em julgado, determinou a retomada da obra pelo estado de Mato Grosso e também a imediata análise técnica da estrutura física já existente, em decorrência do tempo que a obra esteve parada.

“A conclusão desta obra, que está parada há 30 anos é uma questão de respeito ao dinheiro que o contribuinte confiou no estado, e, por isto não pode se tornar mais uma dentre tantas outras obras inacabadas em Mato Grosso no país”, afirma Dilmar em sua justificativa.

A construção do Hospital Central de Cuiabá teve início em 1984 e a época, a unidade seria destinada às internações clínicas, cirúrgicas, obstétricas e pediátricas, mas de acordo com Dal’ Bosco, houve mudanças nas demandas da saúde pública em Mato Grosso, e hoje a intenção do atual governo é transformá-lo em um centro de referência para atendimentos de  alta complexidade. 

“Os atendimentos clínicos e as internações  hoje são realizados nos municípios pólos, através dos Hospitais Regionais, mas ainda existe no estado uma grande demanda de alta complexidade, pois hoje a maioria das cirurgias cardíacas, as neurológicos,  os transplantes e casos de politraumatismos são realizados por meio de convênios com hospitais particulares, e o HC vem para sanar essa necessidade”, concluiu.  

 

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