facebook-icon-color.png instagram-icon-color.png youtube-icon-color.png tiktok-icon-color.png
Cuiabá, 12 de Junho de 2026
12 de Junho de 2026

02 de Abril de 2026, 09h:45 - A | A

POLÍTICA / OPERAÇÃO PERFÍDIA

Chico 2000 e sargento Joelson viram réus em processo que apura lavagem de dinheiro 

Parlamentares são acusados de integrar esquema criminoso investigado na Operação Perfídia

VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT



Os vereadores de Cuiabá, Chico 2000 (PL) e Sargento Joelson (PSB), tornaram-se réus após decisão do juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá. Eles são acusados de associação criminosa, lavagem de dinheiro e outros crimes. O caso é investigado na Operação Perfídia.

O Ministério Público de Mato Grosso acusa os parlamentares, além de Rubens Vuolo Júnior, que foi chefe de gabinete de Chico 2000, de integrarem um esquema criminoso estruturado, por meio do qual teriam obtido vantagens ilícitas e realizando lavagem de dinheiro para ocultar a origem dos valores.

Para receber a denúncia, o juiz destacou que, nesta fase inicial do processo, não é necessária a comprovação total da culpa dos acusados, sendo suficientes indícios mínimos da ocorrência dos crimes e da possível participação dos envolvidos.

O magistrado ressaltou ainda que a denúncia apresentada pelo Ministério Público atende aos requisitos legais, com descrição dos fatos, dos envolvidos e das circunstâncias, além de estar fundamentada em elementos colhidos durante a investigação.

Chico 2000, Sargento Joelson e Rubens Vuolo Júnior deverão apresentar defesa no prazo de 10 dias. Eles também terão de manter seus endereços atualizados para eventuais comunicações processuais.

A decisão também analisou a situação do empresário José Márcio da Silva Cunha, investigado no mesmo caso. O Ministério Público solicitou o arquivamento em relação a ele, por ausência de provas suficientes de participação nos crimes. O juiz acatou o pedido e determinou o arquivamento.

De volta à Câmara

Mesmo investigado na Operação Perfídia, Chico 2000 voltou à Câmara Municipal de Cuiabá após decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O habeas corpus concedido pela Quarta Câmara Criminal revogou o afastamento do vereador.

Neste caso, o parlamentar é investigado na Operação Gorjeta, da Polícia Civil, que apura um suposto esquema de “rachadinha” e lavagem de dinheiro por meio do direcionamento de emendas parlamentares.

Leia mais - Justiça revoga afastamento e determina retorno imediato de Chico 2000 à Câmara

Comente esta notícia