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Cuiabá, 13 de Junho de 2026
13 de Junho de 2026

15 de Março de 2013, 19h:26 - A | A

POLÍTICA / DESGASTADO

Cargo de Eder em Brasília é "sumiço político estratégico", diz analista

“Quando uma pessoa está sendo ‘bombardeada’, o melhor a se fazer é submergir, mergulhar e sair de cena; Eder percebeu que ele tinha que desparecer politicamente por um tempo

ANA ADÉLIA JÁCOMO



Após o governador Silval Barbosa (PMDB) nomear o ex-secretário da extinta Agecopa Eder Moraes (sem partido) para chefiar o escritório de Mato Grosso em Brasília, nos bastidores da política muitas críticas foram feitas. O analista política Alfredo da Mota Menezes afirmou ao RepórterMT nesta sexta-feira (15) que a nomeação se trata de uma “retirada estratégica”. Eder ficou com o DGA-2 de assessor especial I do gabinete do vice-governador.  


Eder Moraes, que já foi o homem forte dos governos Blairo Maggi e Silval Barbosa, volta à cena em cargo de terceiro escalão. Ele tem o nome envolvido em diversos escândalos, como, compra de 14 veículos Land Rover Defender ao custo de R$ 14,1 milhões pela extinta Agecopa. A promotoria cobra o ressarcimento de R$ 2,1 milhão. Este foi o valor do pagamento antecipado, a título de “caução”, à Global Tech, empresa considerada de “fachada” para intermediar a transação entre o fabricante russo e o governo do Estado. O governo nunca recuperou o dinheiro após anulação do contrato. Questões envolvendo liberação de precatórios de forma irregular, na época em que era secretário de Fazenda, também pesam contra Eder. 


“Quando uma pessoa está sendo ‘bombardeada’, o melhor a se fazer é submergir, mergulhar e sair de cena. O Eder percebeu que ele tinha que desparecer politicamente por um tempo. Mas morando em Cuiabá fica difícil ‘sumir’. Acredito que ele conversou com o governador e a única maneira de fazer ele sair da mídia, é mantendo-o longe da imprensa. Ele é polêmico, se perguntam algo inconveniente, ele responde no mesmo tom. Ele está se retirando estrategicamente”, avaliou o analista, se referindo ao governador Silval Barbosa (PMDB).


Sobre a possibilidade de Eder se afastar para depois voltar ao cenário como candidato a governador, Alfredo disse que Eder não tem envergadura política para disputar uma eleição. Segundo o analista, há candidatos considerados fortes que já estão no páreo. Ele citou o ex-governador e senador Blairo Maggi (PR), o juiz Julier Sebastião (sem partido), o presidente da Assembleia Legislativa José Riva (PSD) e o senador Pedro Taques (PDT).


“Achar que o Eder tem condições para ser candidato é muito longe da realidade. Para ser candidato é preciso ter um grupo, agregar, ter partido, puxar gente... Além do mais, teremos candidaturas fortíssimas. Se ele quisesse ser candidato não poderia ficar um ano fora, tinha que ficar aqui, costurando. A vida em Brasília será melhor politicamente, porque se ele fizer algo polêmico e não falar nada, quem vai saber?’, questionou o analista.


A pasta dispõe de um orçamento de R$ 338 mil por ano, e tem como função fazer a articulação política do governo na Capital Federal. O vice-governador Chico Daltro (PSD) será encarregado de Eder. Ex-supersecretário dos governos Blairo Maggi (PR) e Silval Barbosa, Eder já comandou diversos órgãos e secretarias, como MT Fomento, Fazenda e Casa Civil.

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Baltazar Ulrich 20/03/2013

Alfredo, você ja errou varias vezes, me lembro bem quando Blairo apareceu em 2002, para candidato, v.Senhoria, me gozou, que eu esta sonhando, ninguém tirava aquela do Antero, deu o que deu, gente iluminada, eu nao dou palmito, torso quieto.

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caio 16/03/2013

é bem mato grosso mesmo

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João 16/03/2013

O homem sabem muito, pois trabalhou com dois governadores, e nesse caso cai para cima. Arquivo vivo!!! kkkkk

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3 comentários