FERNANDA LEITE 16h47
DA REDAÇÃO
Após anúncio da saída do ex-ministro da Casa Civil, Antonio Pallocci (PT) na noite de ontem (7), a oposição no senado, que exigia a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) amanheceu em silêncio nesta quarta-feira (8).
Segundo o senador Blairo Maggi (PR), que já se posicionou contra a abertura da CPI, "as próprias lideranças que questionavam a abertura do inquérito permaneceram em silêncio. Acho que este assunto está morto, e penso que não haverá abertura da CPI", disse o senador.
Maggi disse que não cabe mais ao senado investigar a multiplicação do patrimônio do ex-ministro. "Eu não vou assinar por que não é mais de nossa responsabilidade saber como o Pallocci conseguiu aumentar tanto seus bens. O Ministério Público deve atentar em realizar as denúncias", disse Blairo.
Também se manifestou contra a CPI o presidente do Senado Federal, José Sarney (PMDB-AP), que definiu o caso como "página virada".
Caso o senado não continue o processo de abertura da CPI, caberá ao Ministério Público Federal (MPF) pedir explicações sobre o aumento abusivo do patrimônio de Pallocci.
Da bancada mato-grossense
Também manifestaram apoio à instalação de uma CPI no Senado, o senador Pedro Taques (PDT), que assinou ontem (7) o requerimento, e o democrata Jayme Campos.
No Senado, os líderes do PSDB e do DEM ainda precisam de 27 assinaturas de outros senadores para a instalação da CPI.
A segunda queda de Palocci
As informações são de que o patrimônio do ministro teria se multiplicado 20 vezes em quatro anos.
Antonio possui um apartamento em São Paulo estimado em R$ 6,6 milhões. Um ano antes, ele adquiriu um escritório na cidade por R$ 882 mil.
Ao se defender, Palloci disse que o aumento de seus bens se deve ao lucro de sua empresa de consultoria, a Projeto teve.
Ao Jornal Nacional, da Rede Globo, pallocci disse que sua empresa não atuou com contratos públicos.
A Procuradoria Geral da República (PGR) solicitou explicações ao ministro, mas decidiu arquivar os pedidos de investigação por considerar que não houve indícios de procedimentos ilegais.















