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05 de Dezembro de 2016, 07h:20 - A | A

POLÍTICA / DESVIOS NA COPA

Bezerra prevê que devolução de R$ 541 milhões fique 'travada' no Legislativo

Presidente da CPI das Obras da Copa, deputado Oscar Bezerra (PSB) lembra que o montante é resultado das investigações, que já deveriam ter sido aprovadas pela Assembleia Legislativa.

FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO



O deputado estadual Oscar Bezerra (PSB), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Obras da Copa, teme que a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa atrase a votação do relatório final da investigação, que pede a devolução de R$ 541 milhões aos cofres públicos.

"O relatório seria votado em até o final de novembro, mas novembro já acabou. Vamos esperar para que seja votado até dezembro. O quanto antes nós votarmos, será melhor para o Estado, que sofre com a crise”, disse.

A análise do deputado ocorre devido à tramitação de vários projetos importantes, como a reforma tributária e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que podem "travar" a análise do relatório da CPI das Obras da Copa.

“O prazo que a presidência da Mesa disse foi de que o relatório seria votado em até o final de novembro, mas novembro já acabou. Vamos esperar para que seja votado até dezembro. O quanto antes nós votarmos, será melhor para o Estado, que sofre com a crise”, disse.

Após aprovado, o relatório será encaminhado a órgãos de controle, como Ministério Público Estadual (MPE), Polícia Judiciária Civil, Governo Federal, Tribunal de Contas do Estado e da União, Polícia Federal, além do Governo do Estado.

A responsabilização proposta no relatório final, que busca o bloqueio de recursos, tem entre os nomes figuras já conhecidas, como o ex-governador Silval Barbosa (PMDB), o ex-presidente da Assembleia, José Riva (sem partido), os ex-secretários de Estado, Eder Moraes e Yenês Magalhães, o atual titular do MT Saúde Carlos Brito, o ex-titular da Secopa, Maurício Guimarães, e Yuri Bastos, ex-presidente do MT Saúde.

Crise no Estado          

Com falta de repasses da União, o governador Pedro Taques (PSDB) tem afirmado que o Executivo passa por séria crise econômica.

Alterações drásticas, como mudança na data de pagamento dos salários dos servidores públicos, atraso no repasse do duodécimo aos poderes e implementação de teto de gastos, foram determinadas como sendo condições para que Mato Grosso "sobreviva" à crise.

Na tentativa de solucionar o problema, o governador tem ido semanalmente a Brasília em busca de recursos.

A Verba do Auxílio Financeiro de Fomento às Exportações (FEX), de R$ 400 milhões, além do restante do dinheiro referente ao processo de repatriação são alvos do tucano, na tentativa de abastecer o caixa estadual.

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Juara 05/12/2016

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