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15 de Outubro de 2026

15 de Outubro de 2026, 17h:30 - A | A

POLÍCIA / PRISÃO REVOGADA

TJMT tranca ação penal contra esposa de acusado de mandar matar Roberto Zampieri

Desembargadores concluíram que a denúncia não apontou atos praticados diretamente por Elenice Laurindo e determinaram sua exclusão do processo.

Montagem/RepórterMT

Esposa de Aníbal Laurindo foi excluída do processo que apura o assassinato de Roberto Zampieri.

Esposa de Aníbal Laurindo foi excluída do processo que apura o assassinato de Roberto Zampieri.

VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT



A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) determinou o trancamento da ação penal contra Elenice Ballarotti Laurindo, esposa de Aníbal Manoel Laurindo, acusado de mandar matar o advogado Roberto Zampieri. O colegiado também revogou a prisão preventiva dela, ao concluir que não havia elementos suficientes para mantê-la no processo nem risco atual que justificasse a prisão.

As decisões foram tomadas por unanimidade e encaminhadas à 12ª Vara Criminal de Cuiabá nesta quarta-feira (14).

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Elenice havia sido denunciada pelo Ministério Público por supostamente participar da contratação do assassinato, ocorrido em dezembro de 2023, em meio a uma disputa pela Fazenda Lagoa Azul.

A acusação apontava movimentações financeiras em contas bancárias dela e uma ligação telefônica realizada após o crime como indícios de participação.

No entanto, o Tribunal entendeu que a denúncia não descreveu nenhum ato praticado diretamente por Elenice. Os desembargadores destacaram que a linha telefônica mencionada na investigação era utilizada por Aníbal e que ele possuía procuração para movimentar a conta bancária da esposa.

Para o colegiado, a relação conjugal, por si só, não é suficiente para atribuir responsabilidade criminal. Com isso, Elenice foi excluída da ação penal, que continuará contra os demais acusados. Uma nova denúncia contra ela poderá ser apresentada caso surjam provas de sua participação.

Em outra decisão, os desembargadores também confirmaram a revogação da prisão preventiva de Elenice, decretada em junho deste ano. O Tribunal considerou que ela permaneceu em liberdade por mais de dois anos após o crime, sem registros de fuga, ameaças a testemunhas ou interferência nas investigações.

Elenice, de 69 anos, já estava solta desde junho por força de uma liminar. A Justiça determinou o cancelamento definitivo do mandado de prisão, sem imposição de outras medidas cautelares.

As duas decisões contrariaram pareceres da Procuradoria-Geral de Justiça, que defendia a continuidade do processo e a manutenção da prisão.

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