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Cuiabá, 20 de Maio de 2024
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27 de Outubro de 2010, 09h:54 - A | A

POLÍCIA /

Sinop: delegado pede prisão de PMs acusados de decapitar operário



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O delegado Joacir Batista pediu para o Poder Judiciário, no final da tarde de ontem (26) que sejam decretadas prisões temporárias (30 dias) do cabo PM César Fernandes Ventura e do soldado José Paulo Silva e Souza, investigados no caso da bárbara execução do operador de máquinas, Juarez Rodrigues, 26 anos.

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Hoje, o delegado ouviu depoimentos do cabo e do soldado, que estavam lotados em Santa Carmem (35 km de Sinop), onde o operador residia e foi preso, em um clube, onde teria ocorrido desentendimento pela vítima supostamente não ter pago conta. No interrogatório na Polícia Civil, os dois PMs negaram qualquer envolvimento na morte de Juarez, cujo corpo foi encontrado, decapitado, no sábado. "Eles confirmaram que teriam detido a pessoa em questão por perturbação no baile que estava havendo no Vascão, contudo teriam liberado ele ao chegar no núcleo policial porque receberam a informação de um arrombamento em uma fazenda", explicou o delegado Joacir dos Reis, ao Só Notícias.  Os PMs expuseram também "que havia testemunha da liberação (da vítima), que foram atender (outra ocorrência) arrombamento na fazenda, acompanhada por pessoas da fazenda, e que o rapaz foi liberado. Pessoas na cidade viram ainda o Juarez na cidade", acrescenta o delegado, ao relatar a versão dos investigados.

Os investigados também negaram a denúncia feita por uma irmã de Juarez, à TV Cidade, que ele teria se envolvido em uma discussão com os militares. "Eles negaram qualquer envolvimento anterior com a vítima", disse. De acordo com Joacir, o cabo Fernandes afirmou ter atendido ocorrência, anteriormente, envolvendo Juarez, apontando que foi preso e liberado, "mas não soube precisar quando" e, teria mencionado ainda a existência de um boletim de ocorrência onde "Juarez estaria ameaçando um senhor de morte", apontou o delegado.

O delegado ainda vai ouvir testemunhas para elucidar algumas questões. A quebra de sigilo telefônico dos envolvidos também deverá ser requerida para confirmar as ligações feitas durante o período.

O corpo foi encontrado no sábado à tarde, por familiares, próximo a ponte do rio - cerca de 200 metros da BR-163. Na sexta-feira, foi encontrado a primeira pista: sinais de sangue foram identificados nas proximidades do local onde o corpo estava enterrado. Irmãos seguiram os sinais e chegaram a um determinado ponto onde havia cal e a terra estava fofa. Cavaram e encontram o corpo, reconhecido por alguns sinais. Equipes dos bombeiros e policiais estiveram no rio Nandico tentando localizar a cabeça da vítima. Era solteiro e trabalhava como operador de máquinas.

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