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13 de Setembro de 2012, 22h:45 - A | A

POLÍCIA / EM LIBERDADE

Policial que atirou em médica deve ser expulso da PM de MT

O PM, que faz tratamento psicológico, atirou na médica dentro do Posto de Saúde de Guarantã do Norte, por causa de um atestado que ela se recusou a fornecer;

MAYARA MICHELS



O policial militar, Lourival de Oliveira, que atirou na médica Valéria Lemeli Xavier, dentro do Posto de Saúde, no município de Guarantã do Norte (725 km de Cuiabá), está sendo investigado pela Corregedoria da PM e pode ser expulso da Polícia. O militar está licenciado para tratamento psicológico. 

Segundo a Corregedoria, já foi aberto o processo administrativo e, assim que o inquérito for concluído, será analisado e investigado pelos corregedores da PM. Após as investigações, o comandante geral da PM, coronel Osmar Lino Farias, irá decidir se expulsa o militar da corporação, ou apenas se pune com advertências.

Segundo o delegado da Polícia Civil, Carlos Eduardo Muniz, que investiga o crime, o militar  foi indiciado por tentativa de homicídio. “Nesse caso ele atirou na frente de todo mundo, temos muitas testemunhas que comprovaram o crime. Mas ele irá responder em liberdade, já que se apresentou e entregou a arma utilizada", afirmou o delegado.

A médica, que trabalha como clínica geral, baleada no abdômen, foi internada em um hospital da cidade, depois foi transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), do Hospital Santo Antônio, de Sinop. Nesta quarta-feira (12), ela foi transferida para o apartamento e seu estado de saúde é estável. Segundo enfermeiras do hospital, a médica se recupera bem, está consciente e deverá ficar internada em observação por alguns dias.

A Polícia Civil aguarda pela melhora da médica para poder ouvi-la e concluir o inquérito. Depois será protocolado no Tribunal de Justiça e no Fórum, para julgamento. 

O caso

O PM é lotado na cidade e está de licença médica, para tratamento de uma paralisia facial que teve e problemas psicológicos. Segundo as informações de moradores, ele foi ao Posto de Saúde pedir um atestado médico, mas  como a doutora alegou que teria que passar por um médico neurológico, os dois iniciaram uma discussão, já que ele queria o atestado naquele momento.

Durante a discussão, a médica pegou o celular para ligar à polícia, para registrar as ameaças, quando o militar sacou a arma e atirou, fugindo em seguida.

 

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