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12 de Dezembro de 2017, 08h:06 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO BABILÔNIA

Polícia cumpre 83 mandados contra traficantes em Cuiabá e VG

Um dos líderes da associação criminosa, Ronaldo Nonato, conhecido por “Gordão", que atua no bairro Pedra 90, tem enorme poder de influência sobre os demais traficantes

DA REDAÇÂO



A Polícia Judiciária Civil cumpre 82 ordens judiciais em bocas de fumo, em bairros de Cuiabá e Várzea Grande, na Operação Babilônia, deflagrada na manhã desta terça-feira (12) pela Delegacia Especializada de Entorpecentes (DRE).

São 24 mandados de prisão preventiva e 58 de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela Justiça contra membros de uma associação criminosa que movimenta o comércio de drogas em bairros periféricos da Capital como o Pedra 90, Tijucal, Osmar Cabral e adjacências. Do total de mandados, 90% estão direcionados a pontos de distribuição de entorpecentes de Cuiabá. Os demais são para algumas localidades de Várzea Grande.

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A investigação foi iniciada há 7 meses com denúncias apuradas pela Núcleo de Inteligência da Delegacia de Entorpecentes, que evoluíram para apreensões de drogas, prisões de traficantes e detenções de usuários, originando 15 procedimentos (inquéritos e termos circunstanciados de ocorrências) na delegacia.

Conforme o delegado Rodrigo Azem, o trabalho investigativo e operacional identificou a existência de membros que desempenham funções específicas, sinalizando que são parte de uma ramificação que atua fortemente no mundo do crime. O comércio de drogas objetiva angariar lucros, meio de vida para sobrevivência de traficantes, que com a venda de drogas fomentam diversos crimes como roubos, furtos e homicídios. 

Um dos líderes da associação criminosa, Ronaldo Nonato, conhecido por “Gordão",  que atua no bairro Pedra 90, tem enorme poder de influência sobre os demais traficantes. Ele integra uma facção criminosa, que atua de dentro de presídios, sendo responsável pelo cadastramento das biqueiras, também conhecidas por bocas de fumo no bairro.

De acordo com a investigação, o traficante cobra contribuição mensal para manutenção da atividade dessas bocas de fumo. O dinheiro é repassado à facção criminosa.

Para a operação foram empregados 260 policiais civis divididos em equipes com delegados, investigadores e escrivães, lotadas em unidades das Regionais de Cuiabá e Várzea Grande, e também delegacias da Diretoria de Atividades Especiais.

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