RepórterMT

Agentes federais recolheram documentos e HDs, além de outros objetos comprometedores, que serão analisados posteriormente.
KEKA WERNECK
DA REDAÇÃO
Um Policial Militar e um servidor da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) estão envolvidos nas investigações da oitava fase da Operação Ararath, desencadeada na manhã desta quarta-feira (25), pela Polícia Federal, em Cuiabá e na Chapada dos Guimarães, tendo como foco novamente o ex-secretário de Estado, Éder Moraes.
Tanto o PM quanto o servidor da Sefaz foram conduzidos coercitivamente à superintendência da PF, mas ainda não prestaram depoimento. Já Éder, que responde a quatro processos na Justiça Federal e já foi condenado a 69 anos de prisão, ainda está sendo interrogado pela delegada federal Luciana Midon.
Tanto o PM quanto o servidor da Sefaz foram conduzidos coercitivamente à superintendência da PF, mas ainda não prestaram depoimento. Já o ex-secretário Éder, que já responde a quatro processos na Justiça Federal da Ararath por corrupção e crimes financeiros, e já foi condenado a 69 anos de prisão, ainda está sendo interrogado pela delegada federal Luciana Midon.
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Apesar dos vários depoimentos polêmicos prestados por Eder à imprensa, na última semana, o advogado Ronan Oliveira, que faz sua defesa, garante que seu cliente não será preso e sim liberado após prestar os esclarecimentso necessários.
Os que ainda estão detidos aguardam para prestar depoimento em separado, distribuídos em várias salas da superintendência.
A esposa de Éder, Laura Dias, foi ouvida e liberada por volta das 9 horas, como confirmou a Assessoria de Imprensa da PF ao
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Além de Éder e a esposa dele, que, por tabela, também já é pessoa conhecida, nenhuma outra personalidade de renome é foco desta fase da Ararath, que tem como objetivo desarticular um braço da organização criminosa responsável por ocultar das autoridades o dinheiro público desviado e sustentar o luxuoso padrão de vida mantido pelos investigados.
O próprio Éder mora em um condomínio de luxo em Cuiabá, o Florais, na MT-010, em direção à Guia.
Conforme informações da PF, até às 10h da manhã desta quarta-feira, todos os cinco mandados de condução coercitiva já haviam sido cumpridos e dos sete mandados de busca e apreensão apenas um ainda estava em curso, em Chapada dos Guimarães.
Agentes federais recolheram documentos e HDs, além de outros objetos comprometedores, que serão analisados posteriormente.
Os mandados foram expedidos pela 5ª Vara da Justiça Federal de Mato Grosso, com manifestação favorável do Ministério Público Federal (MPF).
A esposa de Éder, Laura Dias, foi ouvida e liberada por volta das 9 horas, como confirmou a Assessoria de Imprensa da PF
O ESQUEMA
Grupo utilizava de engenhoso esquema para ocultar a origem e a natureza de recursos obtidos com atividades ilegais, mediante a contratação e pagamento de empréstimos fraudulentos, aquisição de bens e investimento em empresas com a utilização de pessoas físicas e jurídicas como “laranjas”.
Investigadores da PF constataram que os integrantes da organização criminosa se utilizam de engenhoso esquema para ocultar a origem e a natureza de recursos obtidos com atividades ilegais, mediante a contratação e pagamento de empréstimos fraudulentos, aquisição de bens e investimento em empresas com a utilização de pessoas físicas e jurídicas como “laranjas”.
A delegada Heloísa Alves de Albuquerque, do Núcleo de Inteligência da PF de MT, conduz as investigações do inquérito da Ararath.
A equipe dela confirmou que servidores públicos estaduais e pessoas da confiança de um dos investigados, como amigos e familiares, foram cooptados para realização de operações imobiliárias, pagamentos de despesas, fraudes documentais, circulação de altos valores em espécie, simulações contratuais e até mesmo “compra” de reportagens em meios de comunicação para favorecer os interesses do grupo criminoso.
A acusação é de terem cometido crimes de lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa, cujas penas previstas chegam, respectivamente, a 16 e 13 anos de prisão.
A PF prestará maiores esclarecimentos sobre a oitava etapa da Ararath em coletiva no período da tarde, assim como a Sefaz. A Polícia Militar ainda não se manifestou sobre o caso.

















