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Criança de 2 anos foi levada morta à UPA André Maggi, em Sinop; laudo da Politec aponta asfixia mecânica
VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT
Peritos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) destacaram a frieza dos pais da criança de 2 anos, estrangulada até a morte no último domingo (20), em Sinop (a 498 km de Cuiabá), Norte de Mato Grosso. Após o crime, eles foram presos em flagrante.
O pai, que tem 20 anos, foi autuado por homicídio qualificado e maus-tratos e a mãe, que tem 17 anos, foi autuada por ato infracional análogo aos mesmos crimes. Os dois passaram por audiência de custódia e permanecem detidos.
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Durante avaliação de corpo de delito, os dois chocaram a equipe da Politec com a indiferença perante o quadro da filha. Em laudo de necropsia, o comportamento foi descrito pelos peritos como “desnaturado”.
“O comportamento desnaturado dos genitores causou estranheza, incômodo e repulsa em todas as interações com profissionais que se tem registros”, diz trecho do documento.
Ainda no laudo, a equipe destacou que a menina, que tinha paralisia cerebral, estava submetida a um “sofrível estado crônico de subnutrição e desidratação”.
A causa direta da morte, de acordo com o documento, foi asfixia mecânica aguda, produzida por constrição cervical extrínseca, ou seja, enforcamento, estrangulamento ou esganadura.
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O crime
Conforme informado pelo RepórterMT, a Polícia Civil foi acionada por volta das 9h30 de domingo pela equipe da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) André Maggi após o pai levar a menina já sem vida até o local.
Segundo os profissionais de saúde, a criança já apresentava sinais clínicos de óbito havia pelo menos uma hora.
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Os pais da menina disseram que teria sido vista com vida durante a madrugada e, entre 5h e 6h, perceberam que ela não respondia. Entretanto, o atendimento médico foi procurado somente por volta das 7h.
À Polícia Civil, a equipe médica informou que a criança possuía histórico de internação recente, ocasião em que já apresentava sinais de desnutrição, tendo sido acionado o Conselho Tutelar.
Após a prisão, os pais da menina, em depoimento à Polícia Civil, negaram a autoria do crime.














