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13 de Junho de 2025, 15h:55 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO RAGNATELA

Justiça nega absolvição sumária para o ex-vereador ligado à facção

Ex-parlamentar chegou a ser preso por esquema de lavagem de dinheiro para facção.

RepórterMT

Paulo Henrique foi preso pela Polícia Federal em 2024, quando ainda era parlamentar.

Paulo Henrique foi preso pela Polícia Federal em 2024, quando ainda era parlamentar.

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTERMT



O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, negou o pedido de absolvição sumária para o ex-vereador por Cuiabá Paulo Henrique de Figueiredo. Ele chegou a ser preso no ano passado por envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro para uma facção em Cuiabá.

Conforme a decisão do magistrado, o pedido é “inviável” por conta do estágio processual em que o caso se encontra, ainda no recebimento da denúncia. Só seria possível acolher a alegação em caso de “excludente de ilicitude ou de culpabilidade” se o caso denunciado não representasse crime ou houvesse extinção da punibilidade.

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“Nesta fase da persecução penal, o Magistrado deve se ater à análise da admissibilidade da demanda instaurada, não sendo momento para o julgamento do mérito, sob pena de prejulgamento da causa”, escreveu o juiz.

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O magistrado ainda destacou que somente seria o caso de absolvição sumária se fosse comprovado “flagrante atipicidade das condutas narradas”. Disse, ainda, que, nesse caso específico, a dúvida quanto à autoria do crime apontado é em benefício da sociedade e não do réu.

“Assim, presentes na denúncia a indicação da materialidade dos delitos e dos indícios da autoria, a fim de que se forme a plena convicção deste juízo a respeito dos fatos narrados na peça acusatória, deve-se proceder à instrução criminal, momento em que se oportunizará às partes, sob o crivo do contraditório e da ampla defesa, a comprovar suas alegações”, prosseguiu o juiz.

O magistrado também negou anular o processo por conta da ausência da integralidade das mídias coletadas na Operação Ragnatela. Para o magistrado, o pedido não se sustenta, porque o Ministério Público embasou com transcrições das provas todos os elementos da denúncia.

No entendimento do juiz, a ausência da integralidade das mídias não acarretou prejuízo ao réu, de modo que não há que se falar em nulidade ou cerceamento da defesa.

Além disso, o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra deu o prazo de 10 dias para que o Ministério Público apresente a íntegra das mensagens extraídas do aparelho celular do ex-vereador.

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“Assim, visando assegurar o acesso às referidas mídias em momento adequado, determino a intimação do Ministério Público para que, no prazo de 10 (dez) dias, providencie a juntada da integralidade dos dados extraídos, devendo, ainda, indicar o sistema utilizado pela autoridade policial para a realização da extração”, determina o magistrado na sentença.

O magistrado ainda negou o pedido da defesa do ex-parlamentar para declarar nula a busca e apreensão realizada contra Paulo Henrique.

“(...) Não se verifica qualquer nulidade ou ilegalidade nas diligências de busca e apreensão realizadas, devendo os elementos apreendidos permanecer nos autos e ser considerados válidos para fins de persecução penal”, disse o magistrado.

O vereador de Cuiabá Paulo Henrique (MDB) foi preso em 20 de setembro do ano passado, na Operação Pubblicare, deflagrada pela Polícia Federal. Ele é acusado de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro para uma facção criminosa por meio de casas de shows na Capital.

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