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31 de Janeiro de 2025, 12h:40 - A | A

POLÍCIA / SE TORNOU RÉU

Ex-vereador acusado de integrar facção "some" e Justiça não consegue intimá-lo

Paulo Henrique teve mandado de intimação expedido no dia 12 de novembro, mas ele ainda não foi encontrado

Montagem/RepórterMT

Mandado de intimação foi expedido no dia 12 de novembro, mas Paulo Henrique ainda não foi encontrado pelo Oficial de Justiça

Mandado de intimação foi expedido no dia 12 de novembro, mas Paulo Henrique ainda não foi encontrado pelo Oficial de Justiça

VANESSA MORENO
DO REPORTÉR MT



O ex-vereador Paulo Henrique (MDB), acusado de integrar facção criminosa, "sumiu" do radar da Justiça. O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, expediu um mandado de citação e intimação dele para informá-lo oficialmente que ele se tornou réu na ação e abrir espaço para ele apresentar defesa, mas, de acordo com o oficial de Justiça, ele não foi encontrado.

Consta nos autos do processo que houve várias tentativas de encontrar o ex-vereador, tanto em seu endereço, localizado na Avenida Arquimedes Pereira Lima, quanto por mensagem pelo WhatsApp e ligação. O Oficial de Justiça chegou a informar que conversou com o porteiro do condomínio onde Paulo Henrique mora, no último dia 15 de janeiro, mas este informou que não havia ninguém no imóvel e que há vários dias não há nenhuma movimentação no local.

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“Solicitei acesso e dirigi-me até o referido apartamento acompanhado pelo segurança do prédio, porém não havia ninguém no imóvel. Indagado, o segurança informou que há vários dias que não observa movimentação no local”, diz trecho da devolução do mandado de intimação juntada ao processo na última terça-feira (28).

Paulo Henrique foi intimado para responder à acusação, no prazo de 10 dias, em um processo movido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) contra ele, que investiga crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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Consta na denúncia do MP que ele e mais quatro pessoas, de janeiro de 2021 a outubro de 2024, integraram uma facção criminosa, com divisão de tarefas entre si, com o objetivo de lavar dinheiro fruto de corrupção.

Eles utilizavam o dinheiro ilícito da facção e investiam em casas de shows, onde os lucros eram repartidos pelos integrantes do grupo, bem como com os integrantes de outro grupo de promoters de eventos.

O ex-vereador, que era secretário adjunto da Secretaria Municipal de Ordem Pública (SORP) na época, facilitava licenças e alvarás necessários para a realização desses eventos.

Todos os outros quatro integrantes do grupo de Paulo Henrique foram intimados, apenas o ex-parlamentar continua desaparecido.

Outro lado

Em nota, a defesa de Paulo Henrique negou o sumiço e disse que ele está à disposição da Justiça.

Leia a íntegra abaixo:

A defesa técnica do ex-vereador Paulo Henrique de Figueiredo vem, em razão de recentes matérias veiculadas na imprensa, esclarecer que:

1 – O ex-vereador Paulo Henrique já havia se colocado à disposição das autoridades para os esclarecimentos necessários desde a deflagração da 1ª fase da “Operação Ragnatela”, como também o fez na 2ª fase da operação;

2 – Tanto que sempre foi intimado no seu endereço, compareceu aos atos do processo, esclareceu os fatos e repeliu como manifesta improcedência as imputações;

3 – O endereço do ex-vereador Paulo Henrique é de inteiro conhecimento das autoridades desde a gênese da operação, de modo que sempre foi devidamente intimado;

4 – Mais uma vez, reforça a regularidade de sua postura processual, estando à inteira disposição do Poder Judiciário, aguardando a citação formal em endereço já conhecido, a fim de apresentar a defesa no processo.

Ricardo S. Spinelli
Advogado

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