Cuiabá, 26 de Outubro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
26 de Outubro de 2026

15 de Novembro de 2024, 14h:00 - A | A

POLÍCIA / VIROU RÉU

Vereador de Cuiabá é apontado como líder de facção pelo Gaeco

O vereador foi preso no dia 20 de setembro deste ano durante as ações da Operação Pubblicare, deflagrada pelas forças federais e municipais de segurança.

Montagem/RepórterMT

Paulo Henrique foi preso pela PF

Paulo Henrique foi preso pela PF

DO REPÓRTERMT



Na denúncia que apura um esquema de lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho, por meio de casas de eventos em Cuiabá, o vereador da Capital afastado, Paulo Henrique (MDB), foi apontado pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) como líder da facção.

Nesta terça-feira (12), o juiz Jean Garcia de Freitas, da 7ª Vara Criminal da Capital, aceitou a denúncia e Paulo Henrique se tornou réu.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Leia mais: Justiça aceita denúncia e vereador de Cuiabá acusado de envolvimento com facção vira réu

“Verifica-se que, o vereador Paulo Henrique de Figueiredo era a liderança do CV responsável pela prática de corrupção e lavagem de dinheiro, através de propinas recebidas de promotores de eventos em Cuiabá/MT, sendo a maioria deles integrantes da facção criminosa Comando Vermelho, que se utiliza de casas noturnas para também lavar dinheiro obtido com suas práticas criminosas”, diz trecho do documento.

Ainda segundo a denúncia, Paulo Henrique usava da sua influência política junto à Secretaria de Ordem Pública, onde é servidor de carreira, para garantir a liberação de licenças e alvarás para eventos organizados pela facção.

O vereador foi preso no dia 20 de setembro deste ano durante as ações da Operação Pubblicare, deflagrada pelas forças federais e municipais de segurança. Ele foi acusado pelo juiz João Francisco Campos de Almeida, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), de ser o líder do esquema criminoso.

Leia mais - Justiça manda soltar vereador Paulo Henrique com tornozeleira eletrônica

As investigações seguem em andamento, mas a prisão do parlamentar durou pouco tempo. Paulo Henrique foi solto cinco dias após a detenção por decisão do juiz Luiz Ferreira da Silva, que determinou uma série de medidas cautelares a serem cumpridas pelo acusado, o que inclui o seu afastamento do cargo e o uso de tornozeleira eletrônica.

Comente esta notícia