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24 de Outubro de 2026

06 de Maio de 2026, 16h:40 - A | A

POLÍCIA / ENTERRADA NO QUINTAL

Justiça mantém prisão de marido que matou empresária em Cuiabá

Jackson Pinto da Silva teve a custódia mantida pelo magistrado João Bosco Soares da Silva após confessar ter enforcado a esposa com "enforca-gato" e simular falso sequestro para encobrir o crime.

Reprodução

Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos,e Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, estavam juntos há 11 anos.

Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos,e Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, estavam juntos há 11 anos.

ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



O juiz titular da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, João Bosco Soares da Silva, determinou a manutenção da prisão de Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, em audiência de custódia realizada hoje (6). Jackson é o assassino confesso da empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos. O magistrado decidiu que o acusado deve permanecer detido enquanto o processo tramita em sigilo no TJMT (Tribunal de Justiça de Mato Grosso).

De acordo com as investigações da DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa), o crime ocorreu no domingo (3). Nilza foi assassinada por enforcamento com o uso de uma abraçadeira plástica (conhecida popularmente como "enforca-gato") na residência onde o casal morava. Na segunda-feira (4), o agressor transportou o corpo para um imóvel de propriedade da vítima, no bairro Parque Cuiabá, que estava disponível para locação.

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Para ocultar o cadáver, Jackson contratou uma máquina para escavar uma cova de aproximadamente dois metros de profundidade no quintal da residência. Após depositar o corpo, ele utilizou o maquinário para aterrar o local e esconder os vestígios do crime.

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Na tentativa de desviar as suspeitas, o criminoso registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Estelionato na manhã de segunda-feira, alegando que a esposa havia desaparecido e que ele estaria sendo extorquido por supostos sequestradores. Ele chegou a realizar transferências via PIX (sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central) para contas diversas, tentando validar a farsa do pagamento de resgate.

A farsa começou a ruir devido a um detalhe captado pelos investigadores: a camisa de Jackson. No domingo, ele postou uma foto do casal em redes sociais, e na segunda-feira, ao comparecer à delegacia a polícia foi até a residência do casal e encontrou a mesma roupa, mas já lavada. Questionado sobre o motivo de ter lavado a roupa com tanta rapidez em meio ao suposto desaparecimento da esposa, o homem demonstrou nervosismo e entrou em contradição.

"O suspeito acabou confessando o crime após ser confrontado com as evidências de que sua versão sobre o sequestro não era verídica", informou a autoridade policial responsável pelo flagrante.

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Histórico de perseguição

Apesar de não haver medidas protetivas vigentes em favor de Nilza, a vítima já havia registrado uma ocorrência contra Jackson em 2017 por perseguição. Na época, um inquérito policial foi instaurado, mas não resultou em condenação criminal. O assassino agora deve ser indiciado por feminicídio e ocultação de cadáver.

Denuncie

A violência contra a mulher não pode ser ignorada e nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.

Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.

O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.

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