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Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos,e Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, estavam juntos há 11 anos.
ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
O juiz titular da 14ª Vara Criminal de Cuiabá, João Bosco Soares da Silva, determinou a manutenção da prisão de Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, em audiência de custódia realizada hoje (6). Jackson é o assassino confesso da empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos. O magistrado decidiu que o acusado deve permanecer detido enquanto o processo tramita em sigilo no TJMT (Tribunal de Justiça de Mato Grosso).
De acordo com as investigações da DHPP (Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa), o crime ocorreu no domingo (3). Nilza foi assassinada por enforcamento com o uso de uma abraçadeira plástica (conhecida popularmente como "enforca-gato") na residência onde o casal morava. Na segunda-feira (4), o agressor transportou o corpo para um imóvel de propriedade da vítima, no bairro Parque Cuiabá, que estava disponível para locação.
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Para ocultar o cadáver, Jackson contratou uma máquina para escavar uma cova de aproximadamente dois metros de profundidade no quintal da residência. Após depositar o corpo, ele utilizou o maquinário para aterrar o local e esconder os vestígios do crime.
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Na tentativa de desviar as suspeitas, o criminoso registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Estelionato na manhã de segunda-feira, alegando que a esposa havia desaparecido e que ele estaria sendo extorquido por supostos sequestradores. Ele chegou a realizar transferências via PIX (sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central) para contas diversas, tentando validar a farsa do pagamento de resgate.
A farsa começou a ruir devido a um detalhe captado pelos investigadores: a camisa de Jackson. No domingo, ele postou uma foto do casal em redes sociais, e na segunda-feira, ao comparecer à delegacia a polícia foi até a residência do casal e encontrou a mesma roupa, mas já lavada. Questionado sobre o motivo de ter lavado a roupa com tanta rapidez em meio ao suposto desaparecimento da esposa, o homem demonstrou nervosismo e entrou em contradição.
"O suspeito acabou confessando o crime após ser confrontado com as evidências de que sua versão sobre o sequestro não era verídica", informou a autoridade policial responsável pelo flagrante.
Histórico de perseguição
Apesar de não haver medidas protetivas vigentes em favor de Nilza, a vítima já havia registrado uma ocorrência contra Jackson em 2017 por perseguição. Na época, um inquérito policial foi instaurado, mas não resultou em condenação criminal. O assassino agora deve ser indiciado por feminicídio e ocultação de cadáver.
Denuncie
A violência contra a mulher não pode ser ignorada e nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.
Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.
O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.


















