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02 de Outubro de 2024, 11h:56 - A | A

POLÍCIA / SEGURANÇA MÁXIMA

Justiça manda transferir para presídio federal homem que matou empresário por causa de farol alto

Criminoso é apontado como uma das lideranças de uma facção envolvida no tráfico internacional de drogas.

Crime ocorreu em Rondonópolis, no ano de 2018.

Crime ocorreu em Rondonópolis, no ano de 2018.

DO REPÓRTERMT



O juiz Leonardo de Araújo Costa Tumiati, da 1ª Vara Criminal de Rondonópolis, determinou que Maroan Fernandes Haidar Ahmed seja transferido com “máxima urgência” para a Penitenciária Federal de Campo Grande, considerada de segurança máxima. Ele é réu por matar a tiros o empresário Fábio Batista, em 2018.

Ele também é apontado como uma das lideranças de uma facção criminosa envolvida no tráfico internacional de drogas, além de outros crimes.

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Na mesma decisão, o magistrado marcou o julgamento do réu, no Tribunal do Júri, para o dia 14 de janeiro de 2025, às 9h, de maneira híbrida. A decisão foi publicada na tarde dessa terça-feira (1º).

Ao longo da decisão, o magistrado ressalta que a transferência de presos para unidades federais se justifica quando é do interesse da segurança pública ou quando visam a proteção do próprio preso.

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O magistrado destacou que essa é uma medida excepcional e que precisa cumprir pelo menos uma de seis hipóteses elencadas em um decreto federal, quais sejam: liderar organização criminosa; ter praticado crime que coloque em risco a unidade prisional de origem; estar submetido a Regime Disciplinar Diferenciado (RDD); integrar quadrilha ligada a atos de violência ou grave ameaça; ser delator ou colaborador premiado e correr risco por conta disso; e estar envolvido em incidentes de fuga, violência ou grave indisciplina no presidio de origem.

“Destarte, no caso em apreço, o réu Maroan Fernandes Haidar Ahmed preenche mais do que uma característica prevista no Decreto nº 6.877/2009, tratando-se de preso de alta periculosidade e que, inclusive, está sendo submetido ao Regime Disciplinar Diferenciado”, diz a decisão do magistrado.

Conforme a decisão, Maroan fugiu mais de uma vez durante o curso do processo, uma delas enquanto fazia uso de tornozeleira eletrônica, e cometeu outros crimes graves, o que demonstraria a sua alta periculosidade.

Apenas durante o decorrer do processo, iniciado após a morte de Fábio Batista, em 2018, Maroan foi denunciado como suposto mandante de homicídio cometido em julho de 2020 que foi associado a uma facção criminosa; participou de tiroteio próximo à fronteira em Ponta Porã/MS; e foi preso em flagrante, em janeiro de 2023, durante operação contra o tráfico internacional de drogas, em Santa Catarina.

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Maroan está em um presidio de Florianópolis desde então. Em maio deste ano, a direção da unidade pediu que ele fosse incluído no regime disciplinar diferenciado e transferido para a ala de segurança máxima da penitenciária ou transferido para outro presídio.

Há indícios que apontem que o réu atue como liderança dentro da organização que atua no tráfico internacional de drogas e armas, além de ser mandante de homicídios de rivais.

“Assim, a transferência do acusado e sua permanência em estabelecimento prisional com maior segurança, com o escopo de garantir a ordem pública e a segurança do presídio local, bem como garantir a realização da sessão do tribunal do júri nesta Comarca de Rondonópolis, é medida que se impõe”, avança a decisão.

Além disso, conforme o magistrado, ele corre risco dentro do presídio comum por que a facção com maior poder naquele estado é rival ao grupo criminoso a que ele é ligado.

“Ante todo o exposto (...) defiro o pedido ministerial e determino o recambiamento do réu Maroan Fernandes Haidar Ahmed para Estabelecimento Penal Federal de Segurança Máxima”, determinou o magistrado.

Uma carta precatória será enviada para a penitenciária federal, que deverá dar sua anuência para a transferência. Com o aval do presídio, serão oficiadas as Secretarias de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, para adotarem as medidas necessárias com “máxima urgência”.

Morte em posto de combustível

O empresário Fábio Batista estava na mesa de uma lanchonete de um posto de combustível, quando um veículo parado de frente para o estabelecimento mantinha o farol alto em direção as pessoas. A vítima se aproximou do veículo pedindo para que Maroan baixasse o farol, mas ele não gostou do pedido e ambos começaram a discutir.

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Enquanto Fábio voltava a sua mesa, Maroan foi até seu carro, pegou uma arma de fogo e atirou contra o empresário que não teve chance de se defender. Após o crime, Maroan fugiu.

Testemunhas ainda contaram para os policiais que o atirador saiu de forma bastante tranquila do local do crime.

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