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20 de Abril de 2025, 16h:20 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO CLEÓPATRA

Juiz marca audiência para ouvir "Musa dos Investimentos" acusada de liderar esquema de pirâmide

Taiza Tosatt Eleoterio e outros dois são acusados de dar golpe em dezenas de pessoas em MT

Reprodução

Segundo acusação, Taiza liderava esquema de pirâmide financeira que causou prejuízo milionário

Segundo acusação, Taiza liderava esquema de pirâmide financeira que causou prejuízo milionário

VANESSA MORENO
DO REPORTÉR MT



O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, marcou para os dias 15 e 16 de maio uma audiência para ouvir Taiza Tosatt Eleoterio, conhecida como “musa dos investimentos’. Também serão ouvidos o médico Diego Rodrigues Flores e policial federal Ricardo Mancinell Souto Ratola. Os três são acusados por lavagem de dinheiro, estelionato, associação criminosa e esquema de pirâmide financeira que causou um prejuízo de mais de R$ 2,5 milhões a dezenas de pessoas.

Além dos acusados, serão ouvidas todas as partes do processo, advogados, testemunhas e representantes do Ministério Público e da Defensoria Pública.

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Inicialmente, a audiência estava programada para ocorrer nos dias 8 e 9 de maio, mas acabou sendo remarcada pela Justiça.

A “musa dos investimentos” foi presa em novembro do ano passado, durante a Operação Cleópatra, deflagrada pela Polícia Civil. Ela foi acusada de ter causado prejuízos milionários a dezenas de vítimas em todo o estado.

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De acordo com as investigações, Taiza era a líder do esquema. Ela é proprietária da empresa DT Investimentos e usava as redes sociais para atrair investidores, se mostrando uma mulher jovem, bonita, bem-sucedida, articulada e especialista em investimentos financeiros.

As promessas de lucro eram de 2% a 6% por dia e os investimentos feitos pelas vítimas eram superiores a R$100 mil iniciais.

Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão feito na casa da empresária, em um condomínio de luxo em Sinop, foram apreendidas diversas folhas de cheque com valor total de R$ 419 mil, veículos de luxo, uma moto BMW, joias e anabolizantes.

Até o momento, Taiza, Diego e Ricardo já foram condenados a devolver R$ 175 mil a uma das vítima do golpe aplicado pelo trio.

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Taiza, atualmente, está cumprindo prisão preventiva domiciliar e foi submetida à medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de usar redes sociais e obrigação de comparecer a todos os atos judiciais aos quais for intimada.

A empresária também deverá se apresentar mensalmente à Justiça para justificar suas atividades e não poderá deixar a comarca onde reside ou mudar de endereço sem autorização judicial. Caso descumpra qualquer uma dessas regras, poderá retornar à cadeia.

Além disso, o juiz determinou a suspensão do passaporte dela e a inclusão de seu nome nos bancos de dados da Polícia Federal para impedir sua saída do país ou a emissão de um novo documento de viagem.

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