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Cuiabá, 13 de Julho de 2024
13 de Julho de 2024

09 de Julho de 2024, 17h:04 - A | A

POLÍCIA / PEDIDO DE INDENIZAÇÃO

Juiz aceita denúncia do MP e tenente-coronel vira réu por matar bandido que assaltou a sua casa e fez família refém

A decisão é do juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá.

FERNANDA ESCOUTO
DO REPÓRTERMT



A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual (MPMT) e o tenente-coronel da Polícia Militar Otoniel Gonçalves Pinto virou réu por ter matado um assaltante que invadiu sua casa e fez sua família refém. A decisão é do juiz Jorge Alexandre Martins Ferreira, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá.

Havendo nos autos material probatório mínimo e potencialmente apto a deflagrar a persecução penal, RECEBO a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra o(a,s) acusado(a,s), uma vez que preenchidos os requisitos do artigo 41 do Código de Processo Penal e inocorrentes as hipóteses do artigo 395”, diz trecho da decisão.

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A denúncia foi feita pelo promotor de Justiça Vinicius Gahyava Martins, da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá. No documento, o representante do MP ainda pede que Otoniel pague uma indenização para os familiares do criminoso morto, a título de “reparação dos danos causados pela infração, considerando os prejuízos sofridos".

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Conforme a denúncia, na manhã de 28 de novembro de 2023, o tenente-coronel retornou para casa após deixar os filhos na escola quando, já dentro de casa foi surpreendido pela presença do comparsa de Luanderson Patrik Vitor de Lunas. Armado, o bandido rendeu o militar e anunciou o assalto.

O tenente-coronel da PM foi levado para o andar de cima da residência, onde estava a esposa e o sogro, que também estavam rendidos.

Vários objetos foram roubados. O policial chegou a alertar o criminoso que uma viatura estaria em breve no local para buscá-lo.

Nesse momento, o criminoso decidiu fugir do local, levando o que havia conseguido pegar. A esposa e o sogro do tenente-coronel ficaram trancados, enquanto o policial foi obrigado a acompanhar o bandido para abrir o portão da residência.

Assim que o criminoso deixou o local, Otoniel voltou para casa, pegou a arma funcional que estava em cima da geladeira e foi atrás do bandido. Ele encontrou o ladrão que o havia rendido e Luanderson, que estava do lado de fora da casa prestando assistência, dentro de um veículo Chevrolet Corsa, prontos para fugir.

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Antes que conseguissem deixar o local, o tenente-coronel Otoniel efetuou oito disparos contra o veículo, dos quais um atingiu Luanderson na cabeça, rompendo totalmente a medula espinhal, conforme o laudo pericial.

Mesmo atingido, Luanderson dirigiu por mais alguns metros até a Rua João Paulo II, no bairro Santa Marta, onde bateu em um Chevrolet Cobalt e morreu.

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Carlos 10/07/2024

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MARIO LEITE SOBRINHO 10/07/2024

Uma vergonha um Juiz achar que o vagabundo entra na casa do policial faz sua familia refem e sai como vitima! Vergonha desse pais

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Henrique 10/07/2024

Em países onde a justiça é para proteger os cidadãos de bem, esse Tenente-Coronel estaria recebendo uma medalha. Não um processo. Aqui no Brasil é o poste mijando no cachorro.

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André 09/07/2024

É o poste mijando no cachorro. Esse judiciário brasileiro e um verdadeiro escárnio,só joga contra a sociedade.

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KID BENGALA 09/07/2024

INVERSÃO DE VALORES. E A VELHA HISTORIA, TAL DECISÃO JUDICIAL PODE SER LEGAL NÃO É MORAL.

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5 comentários

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