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02 de Dezembro de 2015, 11h:59 - A | A

POLÍCIA / LIGAÇÕES COM EDER MORAES

Ex-propietário de TV está entre os conduzidos na 9° fase da ‘Operação da Ararath'

Elvis Antônio Klauk foi levado para depor coercitivamente. Ele teria ligações suspeitas com o ex-secretário de Estado, Eder Moraes.

Reprodução

Empresário foi conduzido para depor coercetivamente na sede da Polícia Federal, em Cuiabá.

Empresário foi conduzido para depor coercetivamente na sede da Polícia Federal, em Cuiabá.

DA REDAÇÃO



O empresário ex- proprietário da TV Pantanal, em Cáceres, Elvis Antônio Klauk é um dos conduzidos coercitivamente, na manhã desta quarta-feira (2), pela Polícia Federal (PF), durante a 9° fase da “Operação Ararath”. De acordo com informações não oficiais, já que o processo está em segredo de Justiça, ele teria ligações suspeitas com o ex-secretário de Estado, Eder Moraes.

Por meio de nota, o advogado de defesa dos citados na investigação, Elvis Klauk Junior, responsável pela defesa de Antônio Klauk e sua esposa Vera Dias Fanaia (que também presta depoimento a PF), informa que “ambos foram conduzidos apenas como declarantes, para prestar informações de interesse do juízo Federal, a respeito dos envolvidos na “Operação Ararath”. A defesa esclarece que o Sr. Elvis e a Sr.ª Vera não são réus nessa ação penal. Devido o sigilo processual nenhuma informação quanto ao depoimento pode ser informado”, diz o comunicado.

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O advogado Marden Tortorelli também foi alvo da operação nesta quarta. Agentes cumpriram mandato de busca e apreensão em sua residência, mas não há confirmação que ele tenha sido conduzido coercitivamente para prestar esclarecimento. Marden foi alvo da PF, em 2013, durante a “Operação Miquéias”, os policias fizeram buscas em sua residência em dois bairros de classe alta da capital. A Polícia interrogou ainda outras duas mulheres não identificadas. Elas deixaram a sede da Polícia Federal, em Cuiabá, em silêncio.

Ao todo foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e seis mandados de condução coercitiva expedidos pela 5ª Vara Federal de Mato Grosso, nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande.

 

Ao todo foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão e seis mandados de condução coercitiva expedidos pela 5ª Vara Federal de Mato Grosso, nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande.

Após análise de documentos apreendidos em fases anteriores da "Operação Ararath" e provas compartilhadas pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) relacionadas à "Operação Miquéias", deflagrada pela Polícia Federal, no Distrito Federal em setembro de 2013, constatou-se a realização de pagamentos de aproximadamente R$ 17 milhões no interesse da organização criminosa.

Assim como “Ararath”, a “Operação Miquéias”, da Polícia Federal, também apura crimes de lavagem de dinheiro por meio de empresas fantasmas, abertas em nome de “laranjas”. São investigados crimes de operar instituição financeira clandestina, artigo 16 da Lei 7.492/86, crimes contra a administração pública, artigo 317 do Código Penal, lavagem de dinheiro, artigo 1º da Lei 9.613/98 e o crime de organização criminosa, artigo 2º Lei 12.850/2013.

Na "Operação Miquéias", a PF cumpriu 102 mandados judiciais, sendo cinco de prisão preventiva e outros 22 de prisão temporária, além de 75 de busca e apreensão. A operação foi deflagrada nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Maranhão, Amazonas, São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Goiás e Rondônia.

Em Cuiabá, houve apenas a apreensão de documentos na casa de um advogado ligado a várias autoridades políticas, uma localizada no Condomínio Floral e outra no bairro Santa Rosa.

 

 

 

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