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24 de Agosto de 2023, 15h:19 - A | A

POLÍCIA / MORTE E POLÍTICA

Esquizofrênico que matou petista com 15 facadas é condenado a 14 anos de cadeia

O entendimento no Tribunal do Júri foi de que o crime ocorreu por motivo fútil, meio cruel e com a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Reprodução

Rafael sofre de esquizofrenia com quadro de surto pisicótico grave.

Rafael sofre de esquizofrenia com quadro de surto pisicótico grave.

DO REPÓRTER MT



Rafael Silva de Oliveira, 24 anos, foi condenado, nesta quinta-feira (24), a 14 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado praticado contra Benedito Cardoso dos Santos, 44 anos. O crime aconteceu em setembro do ano passado, na zona rural de Confresa (1.160 km de Cuiabá).

O réu alegou que decidiu matar Benedito após uma discussão por política, mas a hipótese foi descartada por laudo psiquiátrico, onde ficou claro que Rafael mataria a qualquer momento, independente da motivação, pois é esquizofrênico.

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso estuda a possibilidade de recorrer da sentença para aumentar a pena.

De acordo com a promotora de Justiça substituta, Daniela Moreira Augusto, as três qualificadoras apresentadas na denúncia do Ministério Público, foram acolhidas pelos jurados. O entendimento no Tribunal do Júri foi de que o crime ocorreu por motivo fútil, meio cruel e com a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Segundo a denúncia, no dia do crime, réu e vítima estavam em um sítio. Na ocasião, Rafael começou a defender o então presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), e a vítima falava sobre o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Após divergência de opinião, os dois começaram a discutir.

Nesse momento, Rafael conseguiu pegar uma faca e, após perseguir a vítima pela propriedade, a atingiu pelas costas. “Aproveitando-se que ela se encontrava ferida e caída no solo, sem que pudesse oferecer resistência, foi golpeada várias outras vezes com a faca. Ao constatar que a vítima ainda estava viva, Rafael desferiu-lhe mais um golpecom um machado, revelando uma brutalidade fora do comum e em contraste com o mais elementar sentimento de piedade.”

Ao chegar ao local, um terceiro funcionário encontrou o corpo da vítima ao lado do assassino. Questionado sobre o que tinha acontecido, o homem contou uma história sem nexo, dizendo que dois rapazes aleatórios teriam matado a vítima e atentado contra a sua vida, mas que ele tinha conseguido escapar.

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Segundo relatou aos policiais, eles tiveram uma discussão por causa de política e acabaram entrando em luta corporal. O criminoso disse que "saiu de si" e acabou atacando o seu colega com golpes de faca. Ele ainda disse que tentou decapitar a vítima com um machado. O homem ainda entregou aos policiais as armas usadas no crime e disse estar arrependido pelo que tinha feito.

Durante o julgamento no Tribunal do Júri, o réu manteve a confissão e voltou a dizer que não se arrependeu do crime.

Como noticiado pelo RepórterMT, Rafael sofre de esquizofrenia com quadro de surto pisicótico grave. Sua família temia pelo pior e já teria acionado a Justiça para que houvesse uma internação compulsória em clínica psiquiátrica, porque Rafael já apresentava um quadro psicótico grave com "ideias homicidas". Na época, o pedido foi negado. 

Rafel foi condenado  a 14 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, meio cruel e com a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima. O MPMT deve recorrer da sentença para aumentar a pena.

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