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24 de Outubro de 2026

06 de Maio de 2026, 09h:26 - A | A

POLÍCIA / FEMINICÍDIO EM CUIABÁ

Empresária morta e enterrada pelo marido em Cuiabá registrou denúncia por perseguição em 2017

Nilza Moura de Sousa Antunes não tinha medida protetiva, mas já registrou um boletim de ocorrência em 2017

Reprodução

Jackson Pinto da Silva confessou o assassinato de Nilza Moura de Sousa Antunes

Jackson Pinto da Silva confessou o assassinato de Nilza Moura de Sousa Antunes

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



A empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, encontrada morta e enterrada nessa terça-feira (05), após ser assassinada pelo marido, Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, em Cuiabá, não tinha medidas protetivas contra o feminicida confesso. 

Contudo, em 2017, a vítima registrou um boletim de ocorrência por sofrer perseguição por parte de Jackson, e um inquérito policial foi instaurado para investigar o caso. Apesar disso, não consta nenhuma condenação nem processo criminal em nome do assassino.

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Conforme informado pelo RepórterMT, Nilza foi enforcada com uma abraçadeira plástica conhecida como “enforca-gato”, no domingo (03), na residência onde o casal morava.

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Na segunda-feira (04), o feminicida levou o corpo da mulher para uma casa de propriedade dela que estava disponível para aluguel, no bairro Parque Cuiabá.

Com o corpo já no local, Jackson contratou uma máquina para cavar um buraco de aproximadamente dois metros. Em seguida, jogou a mulher na cova, cobriu parte do corpo manualmente e, depois, usou a máquina para finalizar o aterro e esconder os vestígios.

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Para tentar encobrir o assassinato, o feminicida postou uma foto do casal tomando açaí no domingo. Às 7h de segunda-feira, ele procurou a Delegacia de Estelionato dizendo que Nilza havia desaparecido e que ele estava sofrendo um golpe.

Jackson relatou que pessoas estavam ligando para ele pedindo resgate e chegou a realizar transferências via PIX para diversas contas, tentando simular o pagamento da falsa extorsão.

Durante o depoimento, a polícia notou que a camisa usada por Jackson na foto era a mesma que ele vestia na segunda-feira. Como a peça estava limpa, ele foi questionado sobre o motivo de ter lavado a roupa tão rapidamente.

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Neste momento, ele demonstrou nervosismo, entrou em contradição, acabou confessando o crime e foi preso em flagrante.

O caso foi encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que deve concluir as investigações e indiciar o assassino por feminicídio e ocultação de cadáver.

Denuncie

A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.

Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.

O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.

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rafael 06/05/2026

Infelizmente, esperam a vitima morrer pra dar desdobramentos nas denuncias.

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1 comentários