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04 de Dezembro de 2015, 08h:13 - A | A

POLÍCIA / DESVIO DE R$ 313 MILHÕES

Eder é preso na 10° fase da 'Ararath'; PF cumpre 67 mandados em 8 Estados

Ao todo, estão sendo realizadas 47 medidas de busca e apreensão e 18 conduções coercitivas. Entre os conduzidos para prestar depoimento estariam políticos e empresários de renome.

Imagem Ilustrativa

Eder teria violado por 92 duas vezes os termos da utilização da tornozeleira eletrônica.

Eder teria violado por 92 duas vezes os termos da utilização da tornozeleira eletrônica.

DA REDAÇÃO



A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (4), a 10º fase da "Operação Ararath", para apurar o desvio de cerca de R$ 313 milhões em recursos públicos do governo do estado de Mato Grosso através da utilização de sistema financeiro clandestino e prendeu o ex-secretário do governo Silval Barbosa (PMDB) e Blairo Maggi (PMDB), Eder Moraes. Segundo a PF, o ex-secretário em 60 dias violou 92 duas vezes os termos da utilização da tornozeleira eletrônica.

Ainda de acordo com informações extraoficiais, entre os conduzidos para prestar depoimento coercitivamente, estariam políticos e empresários de renome. Ao todo, estão sendo realizadas 47 medidas de busca e apreensão e 18 conduções coercitivas, conforme decisão judicial expedida pela 5ª Vara Federal de Mato Grosso, nas cidades de Cuiabá (MT), Brasília (DF), Luziânia (GO), São Paulo (SP), Caraguatatuba (SP), Curitiba (PR) e Itapema (SC).

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As investigações desta fase visam apurar a realização de pagamentos por parte do Governo do Estado em desacordo com as determinações legais a empreiteiras e o posterior desvio desses recursos em favor de agentes públicos e empresários mediante a utilização de instituição financeira clandestina.

Segundo a PF, Eder Moraes violou por 92 duas vezes os termos da utilização da tornozeleira eletrônica, por isso foi preso.

As análises de documentos apreendidos em fases anteriores em conjunto com outros elementos de prova apontaram a utilização de complexas medidas de engenharia financeira praticadas pelos investigados com o objetivo de ocultar a real destinação dada a valores de precatórios pagos pelo Estado de Mato Grosso em nítida violação à ordem cronológica e determinações legais.

Os investigados nesta fase responderão pela prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, crimes contra o sistema financeiro nacional e lavagem de dinheiro, dentre outros que porventura venham a se confirmar.

Também foi expedida ordem de sequestro de bens e valores no total de R$ 313.165.011,26, com a finalidade de reparar os prejuízos causados aos cofres públicos.

OUTRO LADO

A reportagem tentou ouvir a assessoria jurídica de Eder, mas não obteve sucesso.

Atualizado

08h45 - Os agentes federais também fizeram busca e apreensão na Factoring Piran Fomento Mercantil, do empresário Valdir Piran, no bairro Santa Rosa, em Cuiabá. Piran, que já foi condenado por crime contra o sistema financeiro, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro, além de ser acusado de cobrança ilegal e cárcere privado de um primo do ex-governador Dante de Oliveira (já falecido em 2006), pode estar entre os conduzidos para prestar depoimento na sede da PF.

Por telefone o advogado Paulo Budóia, que faz a defesa do empresário, afirmou ao que até o momento não foi solicitado pelo cliente, por isso não soube dar detalhes.

10h20 - Os ex-secretários de Estado de Fazenda, Edmilson José dos Santos e o adjunto Vivaldo Lopes, também foram conduzidos coercitivamente para depor na Polícia Federal.

O advogado de defesa, Ulisses Rabaneda, que faz a defesa de Vivaldo, não atendeu e nem retornou as nossas ligações para comentar o teor do depoimento. O advogado de Edimilson Santos não foi encontrado pela reportagem.

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