Montagem: RepórterMT

Vitória Sara Bezerra Lupatini, conhecida como “Sabrina da Toyota”, ficou presa na Cadeia Pública de Colíder.
ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) concedeu prisão domiciliar a Vitória Sara Bezerra, apelidada de “Sarinha da Toyota”. Alvo principal da “Operação Pátio Paralelo”, conduzida pela Polícia Civil em Sorriso (a 420 km de Cuiabá), ela é apontada como uma das principais integrantes de um esquema de desvio de veículos de uma concessionária que teria movimentado cerca de R$ 50 milhões em apenas um ano.
A ordem de soltura foi assinada pelo desembargador Orlando de Almeida Perri, atendendo a um pedido de habeas corpus impetrado pelo advogado William Puhl. A defesa sustentou que a Vitória possui uma filha de 4 anos, não cometeu delitos com emprego de violência e colaborou ao se apresentar espontaneamente à delegacia. Ao analisar o pleito, o magistrado ponderou que os policiais já recolheram os principais dispositivos eletrônicos e papéis durante as buscas, esvaziando o risco de destruição de provas.
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Com a conversão da preventiva, Sarinha terá de cumprir uma série de restrições rigorosas: manter o cadastro residencial e telefônico atualizado junto à Justiça e ficar absolutamente proibida de se comunicar com qualquer um dos corréus citados no inquérito policial ou com as vítimas lesadas pelo grupo. O descumprimento de qualquer exigência resultará na revogação do benefício e no retorno imediato à cadeia.
O rombo na concessionária
Deflagrada pela Polícia Civil, a Operação Pátio Paralelo nasceu de uma devassa contábil e comercial em uma revendedora de veículos do município. O bando se aproveitava da fachada e da reputação comercial do estabelecimento para atrair consumidores e desviar automóveis e somas em dinheiro.
O modus operandi consistia em recolher carros usados dados por compradores como entrada para adquirir modelos novos. Contudo, em vez de abaterem o montante na transação conforme o combinado, os suspeitos repassavam os automóveis para outras garagens associadas à quadrilha.
Até o momento, a Delegacia de Sorriso contabilizou entre 15 e 20 vítimas lesadas diretamente pelo esquema, com prejuízos estimados em mais de R$ 2 milhões. O montante, contudo, pode subir à medida que novas oitivas e análises financeiras avançarem, visto que o dinheiro das negociações era pulverizado em contas de laranjas e empresas de fachada ligadas ao grupo.























