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08 de Junho de 2017, 11h:00 - A | A

POLÍCIA / ESCUTAS ILEGAIS

Depoimento de Zaqueu é adiado e coronel Catarino pode prorrogar inquérito

O coronel Jorge Catarino, responsável pela condução do inquérito militar sobre as escutas clandestinas, vai remarcar o interrogatório do coronel acusado de ser mandante das escutas e avalia a necessidade de mais tempo para concluir o caso.

RepórterMT/Reprodução

O coronel Zaqueu Barbosa, apontado como mandante do sistema de escutas clandestinas, ainda será ouvido pelo coronel Jorge Catarino (em detalhe).

O coronel Zaqueu Barbosa, apontado como mandante do sistema de escutas clandestinas, ainda será ouvido pelo coronel Jorge Catarino (em detalhe).

LUIS VINICIUS
DA REDAÇÃO



O coronel Jorge Catarino Morais Ribeiro, responsável pelo Inquérito Policial Militar (IMP) que investiga o esquema de escutas ilegais, afirmou ao , que o depoimento do ex-comandante da PM, coronel Zaqueu Barbosa, que estava previsto para ser realizado na tarde de quarta-feira (7), foi adiado por questões internas.

"O adiamento aconteceu por questões internas, de diligências, por questões minhas mesmo. Nada de especial”, explicou o coronel à reportagem.

 

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O coronel Jorge Catarino não quis dar detalhes do adiamento do depoimento e disse apenas que vai remarcar o interrogatório de Zaqueu para os próximos dias.

“O depoimento do coronel Zaqueu estava marcado para quarta-feira, mas eu cancelei e ainda não tenho previsão para ouvi-lo. O adiamento aconteceu por questões internas, de diligências, por questões minhas mesmo. Nada de especial”, explicou o coronel à reportagem.

“Nós temos 20 dias para concluir o inquérito. No entanto, eu acho que vou pedir a prorrogação, pois ainda estou colhendo alguns depoimentos", declarou.

De acordo com Catarino, pode ser prorrogado o prazo para a conclusão das investigações sobre as escutas clandestinas, monitoradas, pela Polícia Militar. O IPM deveria ser concluído na próxima semana, mas o coronel avalia que apuração vai demandar mais tempo.

“Nós temos 20 dias para concluir o inquérito. No entanto, eu acho que vou pedir a prorrogação, pois ainda estou colhendo alguns depoimentos. Acredito que já vamos entrar numa fase mais decisiva na próxima semana. Estamos analisando documentos e possíveis provas que estão chegando até nós para concluirmos o inquérito de maneira correta e isenta”, disse o coronel.

O coronel Zaqueu é acusado de ser o mandante do esquema de interceptações clandestinas, operado por policiais militares entre os anos de 2014 e 2015, conforme denunciou o ex-secretário de Segurança Pública, o promotor de Justiça Mauro Zaque.

Teriam sido vítimas do sistema clandestino, jornalistas, advogados, políticos e agentes públicos, que tiveram os sigilos telefônicos quebrados de forma irregular, porque foram inseridos em uma lista de suspeitos de tráfico internacional de drogas.

O coronel está preso na sede do Batalhão de Operações Especiais (Bope) desde o dia 23 de maio, quando o juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá decretou a prisão.

Os depoimentos dos envolvidos estão sendo coletados no Quartel do Comando Geral (QCG) da Policia Militar e membros do Ministério Público Estadual (MPE) acompanham o caso.

Na terça-feira (6), o cabo da Polícia Militar Gerson Luiz Ferreira, que é suspeito de ser o executor dos esquemas de escutas ilegais, prestou depoimento durante toda a tarde. Ele reafirmou os nomes levantados durante a investigação e contou ao responsável do inquérito que o equipamento montado para as escutas telefônicas ilegais foi denominado de "Sentinela".

O cabo teria alugado um apartamento no primeiro andar do edifício Master Center, nas proximidades do morro da Caixa D´Água, em Cuiabá. O militar teria iniciado as interceptações telefônicas ilegais, com a utilização de computadores completos, além de diversos telefones celulares acoplados a um notebook.

O cabo também está preso desde o dia 23 de maio, no Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), sob mandado de prisão expedido pelo juiz Marcos Faleiros.

 

Investigação

A Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu investigação para apurar o caso das escutas ilegais porque o promotor afirma que o governador Pedro Taques (PSDB) tinha conhecimento do sistema irregular.

O governador nega a acusação e aponta que Zaque teria fraudado documento.

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FLAMENGO 08/06/2017

IMPRENSA NÃO DEIXE CAIR NO ESQUECIMENTO ESSA ESCUTA ILEGAL, NEM DO CASO DA MORTE DO BOMBEIRO A POPULAÇÃO AGRADECE E MUITOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO.

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