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Com o pedido, a prisão temporária, que vence no dia 06 de abril, pode ser renovada por mais 30 dias.
THIAGO NOVAES
DO REPÓRTERMT
O delegado Bruno Sérgio Magalhães Abreu, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), de Cuiabá, encaminhou ao Poder Judiciário um pedido de prorrogação por mais 30 dias das prisões temporárias dos envolvidos no assassinato do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), Renato Nery. O advogado foi morto a tiros em julho do ano passado.
Segundo o delegado, o prazo adicional permitirá que os investigadores analisem todos os elementos do caso com mais precisão. “O caso é complexo. Trinta dias é um prazo muito curto para gente analisar seis pessoas suspeitas, num caso de tamanha magnitude. A gente está buscando mais elementos para provar a participação ou não deles no crime, que é o intuito da prisão preventiva temporária”, afirmou ao
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Foram presos no dia 06 deste mês os policiais militares Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardozo, Wailson Alessandro Medeiros Ramos e Wekcerlley Benevides de Oliveira, além do caseiro Alex Roberto de Queiroz. Eles foram alvos da Operação Office Crimes - A Outra Face.
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Com o pedido, a prisão temporária, que vence no dia 06 de abril, pode ser renovada por mais 30 dias.
“A gente solicitou na sexta passada (28) a prorrogação, mas posso adiantar que os trabalhos avançaram muito e estamos a cada dia descobrindo fatos novos e provas que colocam os suspeitos na participação desse homicídio”, disse.
“Tecnicamente a prisão temporária pode durar até 60 dias e depois ela é convertida em prisão preventiva. Ao final dos 30 dias a gente faz ou não a solicitação da conversão da prisão preventiva”, explicou.
O assassinato
Renato Nery morreu aos 72 anos, atingido por disparos de arma de fogo no dia 5 de julho do ano passado, na frente de seu escritório, na Capital. O advogado foi socorrido e submetido a uma cirurgia em um hospital privado de Cuiabá, mas foi a óbito horas após o procedimento médico.
Desde a ocorrência do homicídio, a DHPP realizou inúmeras diligências investigativas, com levantamentos técnicos e periciais, a fim de esclarecer a execução do profissional. As investigações da DHPP apontam a disputa de terra como a motivação para o homicídio de Renato Nery.

















