Cuiabá, 10 de Outubro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
10 de Outubro de 2026

10 de Outubro de 2026, 15h:40 - A | A

POLÍCIA / CASO BRENO

Delegado: Assassino do professor foi identificado em 3 dias, mas período eleitoral impediu a prisão 

Delegado Bruno Abreu afirma que investigadores já tinham elementos contra Elias “Bigode” entre os dias 29 e 30 de setembro, mas precisaram aguardar o fim das restrições eleitorais.

Montagem/RepórterMT

Elias “Bigode” foi identificado pela DHPP cerca de três dias após o desaparecimento do professor.

Elias “Bigode” foi identificado pela DHPP cerca de três dias após o desaparecimento do professor.

VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT



A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá identificou, em cerca de três dias, o serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, conhecido como “Bigode”, como principal suspeito do assassinato do professor Breno Antonio Humberto de Moraes, de 25 anos. No entanto, segundo o delegado Bruno Abreu, a prisão só foi realizada na quinta-feira (8) devido às restrições impostas pela legislação eleitoral.

O professor estava desaparecido desde 26 de setembro, quando saiu de casa, no bairro Capela do Piçarrão, em Várzea Grande. Conforme o delegado, entre os dias 29 e 30 de setembro, os investigadores já haviam reunido elementos que apontavam Elias como suspeito do crime.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Apesar disso, a proximidade das eleições impediu o cumprimento imediato do mandado de prisão. O Código Eleitoral estabelece restrições à prisão de eleitores nos cinco dias anteriores e nas 48 horas posteriores à votação, ressalvadas as exceções previstas em lei.

Leia mais - Delegado confirma envolvimento de mais pessoas na morte de professor Breno

Leia mais - Delegado: Perícia identificou que o professor de VG levou facada na região íntima

Segundo Bruno Abreu, a equipe precisou aguardar o encerramento desse período para realizar a operação. Elias foi preso na quinta-feira, quando se deslocava para a região do Lago do Manso.

“A DHPP fez o trabalho dela, deu uma resposta rápida, só não deu antes por conta desse problema eleitoral, mas, de qualquer forma, 10, 12 dias eu considero muito rápido a resposta dada”, afirmou o delegado.

Bruno Abreu ressaltou que a investigação exigiu a análise de imagens de câmeras de segurança, coleta de depoimentos e reunião de provas para fundamentar o pedido de prisão.

O delegado também explicou que, embora o serralheiro tenha confessado o assassinato, a investigação continua para esclarecer a participação de outras pessoas e a dinâmica do crime.

“Agora é a gente trabalhar com calma, nós temos o caso do Breno, nós temos outros casos para resolver, tem muitos homicídios, então assim, a gente tem 30 dias agora para trabalhar e a prisão pode ser prorrogada por mais 30, e que a gente possa fechar esse caso de uma forma bem tranquila e correta”, declarou.

O CRIME

Breno foi visto pela última vez em 26 de setembro, quando imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele subiu na garupa de uma motocicleta.

O corpo do professor foi encontrado nessa quinta-feira (8), em uma área de brejo no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande, após Elias indicar o local aos policiais.

Durante depoimento, o serralheiro confessou participação no assassinato e alegou que estava sendo chantageado pela vítima, que supostamente ameaçava revelar informações sobre relacionamentos extraconjugais à esposa dele.

Elias também acusou outras duas pessoas de participarem do crime. A DHPP investiga a versão apresentada pelo serralheiro e trabalha para esclarecer as circunstâncias do homicídio.

Veja vídeo

Leia mais - Justiça manda retirar araras de condomínio de Cuiabá após confusão com advogado que ameaçou mulher de delegado

Comente esta notícia