Cuiabá, 01 de Fevereiro de 2023
logo

30 de Novembro de 2022, 12h:06 - A | A

POLÍCIA / ASSISTA A ENTREVISTA

Corregedor da PJC confirma que delegado pode perder o cargo por ameaçar mulher de morte

Se comprovado o abuso de autoridade, delegado Bruno França pode ser exonerado

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTER MT



O delegado-corregedor auxiliar da Polícia Civil, Marcelo Felisbino Martins, em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (30), disse que o delegado Bruno França, que invadiu uma casa no condomínio Florais dos Lagos e ameaçou uma moradora de morte, pode sim perder o cargo, uma vez que ainda não tem a estabilidade no funcionalismo público.

Bruno França, delegado da Polícia Judiciária Civil lotado na delegacia de Sorriso, é acusado de abuso de autoridade e coação, depois que invadiu a casa de uma mulher que está proibida de se aproximar de seu enteado, de 13 anos, através de medida protetiva.

>>> Clique aqui e receba notícias de MT na palma da sua mão

“Ele não é um servidor estável e ele tem que se atentar a esse fato. Por isso que a gente tem que sempre tomar cuidado e não colocar uma culpa antes da hora. A gente está em fase ainda de apurações preliminares”, disse o representante da Corregedoria.

Marcelo Martins explicou que existe uma gama de punições que podem ser aplicadas, dependendo do tipo de conduta que for identificada pelos corregedores durante a investigação.

“Primeiro a gente tem que ver se houve ou não uma conduta punível. Primeira coisa é isso, a gente não tem ainda essa forma de falar “não, ele agiu de forma a ser punido, a ser instaurado o procedimento e ser punido”. Primeiro a gente tem que ver se tem elementos para instaurar uma sindicância. Primeiro passo. A sindicância concluiu que ele tem alguma culpa? Que tipo de conduta, que peso que é isso, primeiro grau, segundo grau, terceirou ou quarto grau? Então a gente tem desde advertências a suspensões e futuramente, como está colocado aqui, ele está em estágio probatório, e isso conta também. Precisa passar nesse estágio probatório”, explicou.

 

 O CASO

A ação ocorreu na segunda-feira (28), mas as imagens vazaram na terça (29) e rapidamente começaram a circular nas redes sociais. Na gravação, de pouco mais de três minutos, o delegado aparece chutando a porta e invadindo a residência. Bruno França manda a dona da casa se deitar no chão sob xingamentos e ameaças.

Uma criança de 4 anos, filha da mulher, chora e grita diante da situação. O dono da casa também pode ser ouvido pedindo calma ao delegado.

“A senhora sabe que tem uma medida protetiva para não chegar perto do [cita o nome de um menor]. Vamos sentar aqui e vamos esclarecer isso”, diz o delegado com arma em punho.

Em seguida, ele diz ao homem que vai "explodir a cabeça" da sua esposa. “Você sabe e a próxima vez que ela chegar perto do meu filho, vou estourar a cabeça dela. Vou explodir a cabeça dessa f* da p*”, diz.

Comente esta notícia

Mamão 06/12/2022

Isso aí vai terminar em pizza, não dá punição para delegado, se fosse investigador ou escrivão e saldado já estaria exonerado.

junior silva 30/11/2022

Como é ? Verificar se existe conduta punível? Ver se tem elementos para instaurar sindicancia? Qual o peso de sua má conduta? Esse corregedor deve estar de brincadeira ou tá vivendo a base de alucinógeno certamente, com todos os elementos criminosos cometidos pela então autoridade policial, coisas do tipo exercício arbitrário das próprias razões artigo 345, crime de invasão de domicílio artigo 150 do CP, ameaça de morte artigo 147 e suas agravantes da forma grave por ter colocado arma na cabeça de uma criança, abuso de autoridade lei 13869, então o corregedor vem dizer umas besteiras dessa natureza não pode estar num estado mental normal.

2 comentários

1 de 1