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07 de Junho de 2017, 11h:30 - A | A

POLÍCIA / APONTADO COMO MANDANTE

Coronel Zaqueu presta 1º depoimento sobre escutas ilegais

O ex-comandante da PM vai depor sobre o sistema de escutas telefônicas que teve como alvos jornalistas, advogados, políticos e agentes públicos de forma irregular.

RepórterMT/Reprodução

O coronel Zaqueu Barbosa é apontado como mandante do sistema de escutas clandestinas.

O coronel Zaqueu Barbosa é apontado como mandante do sistema de escutas clandestinas.

LUIS VINICIUS
DA REDAÇÃO



O ex-comandante geral da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa vai prestar depoimento na tarde desta quarta-feira (7), ao coronel Jorge Catarino Morais Ribeiro, que é responsável pelo Inquérito Policial Militar (IPM), que investiga um esquema de escutas ilegais operado por policiais militares entre os anos de 2014 e 2015. 

Zaqueu é acusado de ser o mandante do esquema de interceptações clandestinas, será interrogado no Quartel do Comando Geral (QCG) da Polícia Militar.

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Conforme acusação do promotor de Justiça Mauro Zaque, teriam sido vítimas do sistema clandestino, jornalistas, advogados, políticos e agentes públicos, que tiveram os sigilos telefônicos quebrados de forma irregular, porque foram inseridos em uma lista de suspeitos de tráfico internacional de drogas.

O coronel está preso na sede do Batalhão de Operações Especiais (Bope) desde o dia 23 de maio, quando o juiz Marcos Faleiros, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá decretou a prisão.

Além do coronel Catarino, o depoimento será acompanhado por membros do Ministério Público Estadual e será fundamental para que o presidente do inquérito possa tirar suas conclusões sobre as acusações. As investigações apontam que mais de mil linhas telefônicas tenham sido alvo do esquema ilegal, denunciado pelo promotor de Justiça Mauro Zaque.

O coronel Zaqueu prestará depoimento um dia após, o cabo PM Gerson Luiz Ferreira ser ouvido também no QCG. Ele é suspeito de ser o executor dos esquemas de escutas ilegais. De acordo com informações obtidas pelo , o militar prestou depoimento durante toda a tarde de terça-feira (6).

Ele reafirmou os nomes levantados durante a investigação e contou ao presidente do inquérito que o equipamento montado para as escutas telefônicas ilegais foi denominado de "Sentinela".

O cabo teria alugado um apartamento no primeiro andar do edifício Master Center, nas proximidades do morro da Caixa D´Água, em Cuiabá. O militar teria iniciado as interceptações telefônicas ilegais, com a utilização de computadores completos, além de diversos telefones celulares acoplados a um notebook.

O cabo também está preso desde o dia 23 de maio. No entanto, o militar está detido no Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam). O mandado de prisão dele também foi expedido pelo juiz Marcos Faleiros.

Investigação

A Procuradoria-Geral da República (PGR) abriu investigação para apurar o caso das escutas ilegais porque o promotor afirma que o governador Pedro Taques (PSDB) tinha conhecimento do sistema irregular.

O governador nega a acusação e aponta que Zaque teria fraudado documento.

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