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30 de Outubro de 2026

12 de Maio de 2026, 07h:00 - A | A

POLÍCIA / FEMINICÍDIO EM TANGARÁ

Assassino monitorou rotina de estudante de Direito antes de invadir quitinete e matar vítima a facadas em Tangará; vídeo

Em depoimento à Polícia Civil, José Carlos Gomes de Souza afirmou que observou a movimentação de Valéria Araújo Corrêa desde a noite anterior ao assassinato para confirmar que ela estava sozinha

Reprodução

José Carlos Gomes de Souza confessou ter matado Valéria com 31 facadas em Tanagará da Serra

José Carlos Gomes de Souza confessou ter matado Valéria com 31 facadas em Tanagará da Serra

DO REPÓRTERMT



O assassino confesso da estudante de Direito Valéria Araújo Corrêa, de 28 anos, revelou em depoimento à Polícia Civil que monitorou a rotina da vítima desde a noite anterior ao crime para confirmar que ela estava sozinha antes de invadir a residência, em Tangará da Serra (a 253 km de Cuiabá), em Mato Grosso.

Durante o interrogatório, ao qual o RepórterMT teve acesso, José Carlos Gomes de Souza contou que passou pela quitinete onde Valéria morava e observou a movimentação da jovem após ela chegar em casa acompanhada por um homem.

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Segundo ele, ao verificar a situação, decidiu ir embora e retornou no dia seguinte para executar o assassinato. “Eu peguei, desci, eu vi o carro parado, aí eu peguei e subi de volta. Aí eu vi o carro passando, um Golf branco, daí eu peguei e fui embora”, declarou.

Leia mais - Polícia investiga se estudante de Direito morta com 31 facadas foi vítima de necrofilia

Ainda conforme o depoimento, José Carlos afirmou que voltou ao imóvel na manhã seguinte, passou novamente em frente à residência e, após confirmar que a estudante estava sozinha, pulou o muro lateral da quitinete para invadir o local. “No outro dia cedo eu acordei e passei lá. Passei lá daí, depois peguei e voltei subi lá pra cima, depois eu voltei e pulei lá dentro”, relatou.

Segundo o agressor, ele conheceu Valéria há cerca de dois meses por meio de uma plataforma digital de acompanhantes e manteve encontros com ela em aproximadamente oito ocasiões. Ainda de acordo com ele, o contato era exclusivamente comercial, sem relacionamento afetivo.

José Carlos relatou ainda que utilizava o site Fatal Model para localizar a vítima e que mantinha conversas frequentes com ela por aplicativo de mensagens. Ele afirmou que o crime teria sido motivado por uma suposta vingança após um desentendimento ocorrido cerca de dez dias antes do assassinato.

Segundo o depoimento, após o conflito, ele passou a monitorar a residência da vítima e planejou a invasão. No dia do crime, por volta das 7h30, afirmou ter escalado o muro da quitinete usando uma lixeira nos fundos do imóvel.

De acordo com a investigação, o criminoso entrou silenciosamente na casa, pegou uma faca na cozinha e atacou Valéria enquanto ela dormia. A estudante foi encontrada morta com mãos e pés amarrados e com dezenas de golpes de faca, a maioria concentrada na região do pescoço.

As declarações reforçam a linha investigativa da Polícia Civil de que o crime foi planejado com antecedência. A polícia também investiga violência sexual no caso e aguarda laudos periciais para esclarecer se o abuso ocorreu antes ou depois da morte da vítima.

José Carlos confessou ter desferido 31 facadas contra Valéria e deve responder por feminicídio, estupro e roubo.

Veja vídeo:

Denuncie

A violência contra a mulher não pode ser ignorada e nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.

Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.

O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.

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