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Ainda conforme o interrogatório, o assassino relatou que os golpes atingiram principalmente a região do pescoço e que a vítima começou a perder forças após o intenso sangramento
DO REPÓRTERMT
O assassino confesso da estudante de Direito Valéria Araújo Corrêa, de 28 anos, detalhou em depoimento à Polícia Civil a dinâmica do crime ocorrido em Tangará da Serra e revelou que monitorou a rotina da vítima antes de invadir a residência e atacá-la enquanto dormia.
O criminoso disse que a estudante estava deitada de barriga para baixo e sem roupa quando foi atacada. Ele detalha que ela acordou assustada após o primeiro golpe e tentou reagir e pedir socorro. “Ai fui e furei ela no pescoço. Eu dei um golpe e fiquei sem coragem, aí que eu amarrei ela”, disse.
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Questionado sobre a reação da vítima ao primeiro golpe, o assassino relatou que ela chegou a gritar e tentou reagir. “Ela começou a gritar normal, assustada porque ela estava dormindo, né? Porque ela não esperava, ela começou a se mexer e aí eu peguei e amarrei ela com as mãos pra trás”.
Durante o depoimento, José Carlos disse também que tapou a boca da vítima para impedir que ela gritasse. Em seguida, utilizou tecidos encontrados no imóvel para amarrar a estudante. “Eu pulei por cima dela, coloquei a mão dela pra trás, depois que eu tampei a boca dela porque fiquei com medo dela gritar.”
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Ainda conforme o interrogatório, o assassino relatou que os golpes atingiram principalmente a região do pescoço e que a vítima começou a perder forças após o intenso sangramento.
As declarações reforçam a linha investigativa da Polícia Civil de que o crime foi premeditado e praticado com extrema crueldade. A polícia também apura violência sexual no caso e aguarda laudos periciais para confirmar se o abuso ocorreu antes ou depois da morte da estudante.
José Carlos já confessou ter desferido 31 facadas contra Valéria. Ele deve responder por feminicídio, estupro e roubo.
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Denuncie
A violência contra a mulher não pode ser ignorada e nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.
Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.
O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.






















