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27 de Outubro de 2026

15 de Maio de 2026, 09h:10 - A | A

POLÍCIA / REGIME ABERTO

Após 3 dias de julgamento, policial civil que matou PM em Cuiabá é condenado a dois anos, mas se livra da cadeia

Conselho de Sentença concluiu que Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves cometeu homicídio culposo, quando não há intenção de matar

Assessoria

Mário Wilson não será submetido ao uso de tornozeleira eletrônica nem a qualquer medida cautelar.

Mário Wilson não será submetido ao uso de tornozeleira eletrônica nem a qualquer medida cautelar.

VANESSA MORENO
DO REPÓRTERMT



Após três dias de julgamento no Tribunal do Júri, o investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves foi condenado, nessa quinta-feira (14), a dois anos de detenção em regime aberto por matar a tiros o policial militar Thiago de Souza Ruiz, em abril de 2023, em Cuiabá. Na prática, ele não ficará preso e nem fará uso de tornozeleira.

Ele foi denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) por homicídio qualificado por motivo fútil e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, mas o Conselho de Sentença decidiu desqualificar o crime e condená-lo por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

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Conforme a decisão, Mário Wilson não será submetido ao uso de tornozeleira eletrônica nem a qualquer medida cautelar.

A sessão foi presidida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, que fez a leitura da sentença a todos os presentes no Tribunal do Júri.

Na ocasião, o representante do MPMT, promotor Vinicius Gahyva, interpôs imediatamente um recurso, alegando nulidade do julgamento. Ele afirma que houve dolo por parte do réu, ou seja, sustenta que houve intenção de matar o policial militar, e informou que levará o caso às instâncias superiores para que a decisão seja revista.

Relembre o caso

O crime aconteceu em uma conveniência de posto de combustível nas proximidades da Praça 8 de Abril, em Cuiabá.

Thiago Ruiz e Mário Wilson estavam no local quando um amigo deles, também policial civil, apresentou os dois.

De acordo com a denúncia, Mário teria duvidado que Thiago era policial militar. Imagens de câmeras de segurança mostram os dois conversando em uma mesa, junto com outros amigos.

Em determinado momento, Thiago chega a mostrar o distintivo, mas Mário ignora. Em seguida, o PM levanta a camiseta na suposta intenção de mostrar uma cicatriz na região da costela. Ao ver que Thiago estava armado, Mário imediatamente pega a arma dele.

Os dois entram em luta corporal, caem no chão e o policial civil acaba atirando diversas vezes no policial militar, que morreu no local.

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