MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO
O deputado Wilson Santos (PSDB) saiu em defesa do governador Pedro Taques (PSDB), que é alvo de duas delações premiadas fechadas no Supremo Tribunal Federal (STF) e divulgadas nos últimos dias. Vice-líder do Governo na Assembleia Legislativa, o tucano disse não acreditar na delação premiada fechada pelo ex-secretário de Estado de Educação Permínio Pinto (ex-PSDB), que era de seu grupo político.
“Eu não acredito nisso. Mesmo que esteja na delação, eu não acredito. Não é do perfil, não é da natureza do Pedro [Taques] isso. Eu quero ver a delação”, disse Wilson nesta terça-feira (28).
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O deputado culpou o período eleitoral pela divulgação das informações envolvendo o governador no esquema investigado pelo Ministério Público Estadual (MPE) na Operação Rêmora. “Claro, estamos a 40 dias da eleição”, disse Wilson, sucinto.
“Eu não acredito nisso. Mesmo que esteja na delação, eu não acredito. Não é do perfil, não é da natureza do Pedro [Taques] isso. Eu quero ver a delação”, disse Wilson.
A delação do ex-secretário foi noticiada pelo jornal Folha de São Paulo nesta terça-feira. De acordo com a publicação, Permínio teria confirmado que participou dos desvios ocorridos na Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e dito que o dinheiro serviria para quitar dívidas da campanha de 2014 do governador Pedro Taques.
O ex-secretário teria entregado mensagens do aplicativo WhatsApp em que o governador teria pedido “facilidade nas licitações” da pasta. De acordo com Permínio, o empresário Alan Malouf e o ex-secretário da Casa Civil e primo do governador, Paulo Taques eram responsáveis para que juntos com os demais secretários "encontrassem uma forma de captar recursos para quitar dívidas de campanha deixadas para trás".
Malouf também teria tido um acordo de colaboração premiada aceito pelo STF. O empresário afirma que teria sido o responsável por organizar o caixa 2 durante a campanha de 2014, tendo investido R$ 10 milhões não contabilizados.
Permínio foi preso em julho de 2016 na deflagração da segunda fase da Rêmora. Ele conseguiu sua liberdade em dezembro do mesmo ano e é réu em uma das ações penais derivadas da operação – o processo está em fase de alegações finais na 7ª Vara Criminal de Cuiabá.
Ao todo, as fraudes atingiram 23 licitações da Seduc para construção e reforma das escolas da rede pública estadual, num total de R$ 56 milhões, durante todo o ano de 2015. Cerca de R$ 400 mil foram efetivamente pagos pelo Governo às empresas, que teriam organizado um cartel para distribuir as licitações da Secretaria.
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alexandre 28/08/2018
qual e´ o perfil do governador ? grampos ?
1 comentários