MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO
Ao ser questionado por jornalistas sobre a possibilidade de uma coligação com o Democratas, o senador Wellington Fagundes (PR) – pré-candidato ao Governo do Estado – lembrou que já apoiou por muitas vezes Mauro Mendes (DEM), e que está na hora do ex-prefeito de Cuiabá retribuir esse apoio, principalmente para as eleições de outubro.
“Eu quero dizer que eu já apoiei muito o Mauro. E agora está na hora de cobrar esse apoio”, disse o senador à imprensa na quinta-feira (05).
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Apesar da declaração em tom de brincadeira, é fato que quando Mendes disputou a Prefeitura de Cuiabá em 2008, ele e Fagundes eram colegas de partido (PR). A mesma situação se repetiu quando o empresário concorreu ao Governo do Estado em 2010.
“Eu nunca cortei o relacionamento e muito menos o diálogo com o DEM, muito menos com o Mauro ou com o Fábio, que é o presidente. Nós precisamos construir. Quando a gente tem boa vontade eu acho que facilita tudo”.
Em 2012, Mendes disputou novamente a Prefeitura, só que pelo PSB. Mas mesmo assim recebeu apoio republicano de Fagundes.
O senador destacou que nunca virou as costas, seja para Mendes ou para o deputado federal Fábio Garcia – presidente do Democratas em Mato Grosso.
“Eu nunca cortei o relacionamento e muito menos o diálogo com o DEM, muito menos com o Mauro ou com o Fábio, que é o presidente. Nós precisamos construir. Quando a gente tem boa vontade eu acho que facilita tudo”.
DEM e PR constroem candidaturas próprias às eleições majoritárias deste ano, tanto para o Senado quanto para o Governo.
Do lado do Democratas, Mauro Mendes está praticamente confirmado como pré-candidato ao Governo. Já pelo PR, Fagundes confirmou sua pré-candidatura desde o ano passado.
Apesar de os partidos estarem com projetos diferentes, Fagundes ponderou que é amigo de longa data do deputado Fábio Garcia, e que no Congresso Nacional os dois têm trabalhado juntos em prol de Mato Grosso.
“O Fábio é meu filho preferido, mesmo que temos posições político/partidário diferentes, e até ideológica. Mas no Brasil eu acho que precisa é de exatamente isso: de um trabalho conjunto. Nossa bancada é pequena, somos apenas 11 parlamentares em Brasília”, contextualizou Fagundes
“Eu sempre tenho dito: vou conversar com todos, não temos veto. Eu acho que a melhor construção é com ideais diferentes, pois um Governo tem que aceitar críticas, principalmente para que a construção seja coletiva. A gente está procurando fazer uma aliança a mais ampla possível, mas que ela seja consistente e tenha acima de tudo um foco: trabalhar por Mato Grosso, buscando a melhoria de qualidade para a nossa população”, concluiu o senador.
Grupo de Fagundes
O senador Wellington Fagundes foi um dos primeiros a se organizar no sentido de montar um arco de aliança para disputar ao Governo.
Um dos seus mais fortes aliados é o MDB, que deve indicar o candidato a vice-governador pela chapa, além dos nomes ao Senado (duas vagas).
Também integram o arco de aliança: o PTB, PP e PC do B. O outro partido que se aproxima do grupo de Fagundes é o PSD, do ex-vice-governador Carlos Fávaro, que saiu do Governo para se lançar como pré-candidato ao Senado, pelo bloco da oposição.














